terça-feira, 25 de outubro de 2011

O BLEFE DO INTANGÍVEL: COMO VENDER UMA IDEIA EM DEZ CARTADAS

Certamente você já vendeu, ou tentou vender, algo que fisicamente não existe. Possivelmente um projeto, ideia, convicção, verdade sobre algo ou alguém. Entenda este tal "vender" como ato de convencimento maior, caracterizado por palavras e gestos persuasivos a ponto de representarem valor. Em geral, este valor pode ser entendido como credibilidade.

Todos que acreditam em você, em algum momento, pagaram por esta percepção. Em outras palavras, assumiram riscos. E pouco importa se suas assertivas foram morais, amorais ou meros blefes de um apostador. Afinal, estamos tratando de verdades pessoais: crenças edificadas por alguém, sob o alicerce subjetivo de terceiros.

Da Filosofia à Sociologia, da Psicologia ao Direito. A hipótese do subjetivo circunda teorias das mais diversas. Destas, dois eixos fundamentais materializam uma simples pergunta: Objetivos ou Subjetivos, o que devemos ser, em que devemos acreditar?

Até que se prove o contrário, gestos ou falas objetivas presumem estabilidade. A estabilidade gera uma zona de conforto, que, por sua vez, promove segurança, também interpretada como algo fiável. Enquanto que expressões subjetivas, por oferecerem amplas possibilidades de análise, podem acarretar instabilidade frente às múltiplas questões de cunho pessoal, das quais se originam as relações paradigmáticas do ser humano com suas verdades e a conexão destas, com a natureza dos sentimentos.

Universalmente conhecido como o mais sublime dos sentimentos, o Amor, é multifacetado e subjetivo. Por isso, cabível de muitas definições. Uma delas, afirmaria que a paixão pelo dinheiro subsidia o amor, e que as pessoas amam o dinheiro tanto quanto a si mesmas. E que para amar algo ou alguém basta querer. Outra, não menos julgável, diria que o dinheiro não pode comprar tudo, mas pode alugar. Você pode ter o mundo aos seus pés, desde que faça por merecer. Eu sigo te amando porque, a cada dia, você é capaz de me convencer disso. (...) E por aí vamos. A subjetividade do amor é incontestável: amor para uns, desejo para outros. A amor é sim e não ao mesmo tempo, vida e morte. Ambição, traição. Mentiras e verdades. 

Para que desejos possam ser realizados, antes, devemos criar necessidades. Diante dessa lógica, o ato de comprar e o ato de vender significam apostas. Ver para crer, ter para poder ser. Assim somos, assim baseamos nossas escolhas. Agora, como aplicar toda esta retórica de presunções a uma tática de vendas? Afinal, como vender uma ideia? Basicamente, é preciso compilar as seguintes máximas: acreditar em si, assumir riscos e demonstrar conhecimento, tudo isso externado sob o álibi da sedução.

Quando pensamos em vender, não importando o nível de tangibilidade da oferta, devemos lembrar que também estamos comprando algo, ativos que estão além da percepção comum. Por conta disso toda e qualquer ação comercial merece um grau de repenso. Diante de negociações jamais espere fiabilidade e acredite no pessimismo como função de vigília. Nestes casos, procure duvidar dizendo acreditar, busque acreditar mantendo distância. Questione, provoque erros em momentos oportunos. Saiba "sorrir".

Na vida tudo é uma questão de oportunidade e aposta. E apostadores sabem ou presumem quando, como e para quem vender. E presumir é estar um "passo em falso" à frente dos demais. Como critério de desempate, significa vitória. Diante desse ponto de vista, o jogador enxerga a oportunidade em todas as partes, mas em ângulos normalmente inperceptíveis à grande maioria das pessoas. O vendedor torna-se um bom jogador quando adquire a capacidade de leitura destas faces, aqui referidas como esfera íntima. Na vida, a intimidade se revela nos mínimos detalhes, discretamente preservados no sentimentalismo de cada pessoa. 

Vendendo uma ideia... 

O poder da palavra dita e não dita nem sempre pode ser medido. Tudo depende dos contextos que envolvem o emissor e o receptor, suas crenças e objetivos. Mas uma coisa é certa, a fala roteiriza nossos destinos. 

1. OLHAR   .sunglasses. 

Sempre que for vender, comece falando com os olhos, através de um equilibrado aperto de mãos. Fixe seu olhar em três pontos convergentes: o primeiro deles e mais importante, é a figura de quem decide. Depois, observe cautelosamente os elementos representativos à figura de quem decide, estes podem ser pessoas/coisas ou menções honrosas (elas estão ali para serem vistas e admiradas). Por último, olhe para si mesmo e organize sua tática. E lembre-se: nunca desvie olhares, nem mesmo se o decisor for estrábico.

Olhares invasivos percorrem os caminhos da alma.

2. DISCURSO   .fifty-fifty.

Quando iniciamos uma reunião comercial, falar e deixe falar ainda é a principal tática de segurança. Em proporções equivalentes, esquematize seu tempo e não metralhe palavras. Boas falas são balas certeiras com alvo definido. Esta precisão telescópica depende de uma complexa equação: decodificar respostas e gestos em pouco tempo e submetê-los a ações de investida. Um sim nem sempre é um sim, um não nem sempre é um não. Um perfume pode revelar mais do que você imagina, mãos ao rosto produzem insegurança e perda de foco. Paralisia é teste, agitação é desinteresse. Abra fogo e tome proveito disso.

Falar sempre a verdade é mentir para si mesmo.    

3. VOCÊ   .your face, your destiny.

Apresente-se, mas fale pouco sobre você. Evite repetir o pronome eu. "Eu isso, eu aquilo" (...) Lembre-se que seu produto é você, e você é o produto das suas escolhas. Logo, fale das vantagens competitivas de seu projeto sem contar vantagens sobre ele. Tenha cuidado, pois seu ego pode inflar e a negociação estourar.

Livre-se das teorias absurdas, você é o que representa ser.

4. CARISMA   .Facefriends.

Em um mundo friamente interligado, não basta ser amigo, tem que seguir. Nessa jornada de passos, rebolados e tropeços, existe algo extremamente relevante: falo do carisma. Para muitos o carisma é uma espécie de dom, mas não meta seu D'eus nessa história. Pois carisma nada mais é que um conjunto de habilidades e predisposições pessoais que você pode ou não desenvolver e utilizar para muitos fins. Entretanto, se você é carismático, antes de tudo, é porque certas pessoas acham isso. Então, trate de manter estas percepções sempre em dia.

Quando for vender, além de vender, pense no pré e no pós-venda. Por isso, esteja no jet set e nos eventos de circuito, por mais idiotas que parecam ser. Sorria, mesmo que "amareladamente". Nunca dispense um abraço, beijinho ou aperto de mãos. Dê presentes, bajule, bata palmas. Boa memória também é um ativo, logo esforce-se para não esquecer nomes. E lembre-se de citar, ao menos, um assunto ou hábito em comum. Funciona! Outra importante lição é saber conjugar os verbos de ligação, que conduzirão você ao seleto grupo dos preferidos. Eles serão seu mantra daqui em diante.

Conforme prega a Língua Portuguesa, os verbos de ligação não indicam ação, pois fazem a junção entre dois termos: o sujeito e suas características. Em outras palavras, o decisor e seu life style.

E sempre que ouvir algo do tipo: "Eu compro sua ideia, mas com uma condição (...)" Saiba que você também estará se vendendo. Calma! Toda negociação consiste em abrir mão de algo. Ora, a vida é uma eterna troca de gentilezas. Pense no lado bom de tudo isso. Ser amigo da fera, não significa ser amigo da onça.

Siga meus passos, mas desvie de mim.

5. ELE   .mirror match

Imagine um luta de "igual para igual" onde você é o seu próprio adversário. Pense em um tatame rodeado de espelhos que refletem pseudo representações de vitórias, derrotas e empates. E a única maneira de não vencer é perder para si mesmo. Diante deste complexo jogo de esquivas, existe algo que jamais deve ser esquecido: a imagem do comprador é o reflexo da negação e das inseguranças que golpeiam você. Portanto, defender não é o bastante, é preciso contra-atacar, mas vá com calma.

A disputa entre iguais revela um certo narcisismo corporativo, que tem no poder o auge da disputa estética, uma busca que prevalece até a consagração do vencedor. E isso pode ser observado quando plasmamos em frases algumas convicções: Eu sei mais que você. Eu ganho mais que você. Eu tenho mais que você, Eu posso mais que você. Eu sou mais eu. Afinal, quem blefa mais, quem compra quem?

Para vender sua ideia pratique táticas comerciais e ganhe corpo, todavia evite aparentar mais força que Ele. O segredo é parecer com Ele, sem perder suas próprias características, pois isso seria sinal de fraqueza. Enfrentá-lo sem criar expectativas de confronto é uma estratégia recomendável. Por isso, jogue pelo empate e faça com que Ele acredite nisso. Amenize possíveis perdas.

Vender é ganhar o round, viver é ganhar a luta. 

6. ELA   .Mirror, mirror on the wall.

Mulheres são influenciáveis, inseguras e frágeis. Errado. Quando quem decide é Ela, nem sempre é assim. Prepare-se para uma profissional influenciadora, segura e destemida.

A mulher é o oposto do homem: pensa, age e decide diferente. Da mesma forma, isso não torna improvável que personalidades feminina e masculina se complementem em âmbito corporativo. E quando isso acontece, são grandes as chances de um final feliz. Mas qual seria o segredo do bem sucedido enlace comercial? Saber ceder, para muitos, já seria prerrogativa. Entretanto, além de bom senso é preciso seguir à risca alguns mandamentos.

Seja curioso - Em tese, toda reunião de negócios com uma mulher demanda pesquisa de perfil. Antecipe-se e saiba quem é, com quem se relaciona, conheça seu histórico profissional e detalhes pessoais. Estas informações continuam sendo tão valiosas quanto a fórmula do amor.

Sexo frágil não existe - Sempre que for vender para uma mulher esqueça o velho tabú machista e prepare-se para uma queda de braços psicológica.

O improvável é provável - Esteja preparado para a imprevisibilidade feminina, mais conhecida como fator rosa. Saias justas, sobressaltos, desequilíbrios e rejeições das mais diversas. Contra ou a favor de você. Tudo é possível.

Saiba olhar - Olhares mal interpretados podem significar insucesso, olhares bem compreendidos contam pontos a seu favor. Um olhar preciso é sinal de visão de futuro.

Seja sensível - Tire proveito da sua própria sensibilidade, mas não ultrapasse as raias do ridículo. Por serem boas de blefe, mulheres sabem diferenciar ogros de pseudo sensíveis e modernos de ultrapassados.

Fala apenas o necessário - Nada de extrapolar com bandeiras ideológicas ou apologias enferrujadas. Evite rodeios e limite-se ao básico. Nunca ouse contar segredos a uma mulher. Tais informações poderão ser usadas contra você, inesperada e impiedosamente.

Humildade para vencer - Lembre-se que a vaidade feminina vai além do espelho. Ou seja, não tente aparecer ou saber mais que Ela, pois Ela o verá como adversário e não como parceiro de negócios. Tenha cuidado: um espelho quebrado desperta o existencial colérico de uma mulher em seus piores dias.

A vida é um teatro, observe certas mulheres e dramatize melhor.

7. MARCA   .my brand, my life.  

8. OUSADIA   .Pit Bull.

9. COVARDIA   .Poodle Toy.

10. QUANTO VALE O SHOW?   .pay to see, or no.



Continua...

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Música é algo que não ouvimos, mas sentimos.




É o ritmo sincopado da vibração cardíaca.


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

    BANCO DOS RÉUS


    CULPADO OU INOCENTE?


Assaltante de banco: culpado pela inocência do sistema 
Dono de banco: culpado pela clientela, inocentado pelos clientes
Pichador de banco: inocenta-se pela revolta presente no vandalizar
Tarado de banco: a inocência da moça põe a culpa no moço, que pune a moça 
Enfermeira do banco: uma vez por mês sangra as próprias culpas
Enfermeiro do banco: sem a menor culpa, goza todos os privilégios
Médico do banco: cego pela culpa, fica de olho nas córneas alheias   
Bicheiro no banco: culpado pela polícia, inocentado pelo apostador
Jogador de banco: a culpa não é dele, sempre do técnico

terça-feira, 21 de junho de 2011


CUÉNTAME un cuento


Hay un cuento, que casi por lamento, se llama microcuento.

Pequeño, pero muy atento, vive de "cadabras", haciendo rimas con palabras.

Le encantan los trucos, los conejos, los sombreros, los payasos locos.

De lunes a lunes, siempre a la noche, camina por el circo. Sus huellas, rojas, manchan de sangre un espectáculo sin risas. Inolvidable como las tragedias griegas, irreversible como la muerte.

El circo, antes lleno de esperanza, ahora queda vacio y quema sin parar. ¡Fuego!

Al final, destrozado y arrepentido, el microcuento llora las pérdidas: son frases, palabras y muchas, pero muchas letras carbonizadas. Pero de golpe, hecho una magia, sus lágrimas debelaran las llamas. ¡Agua!

Por suerte, aún quedan sobrevivientes: la pluna de color roja sin tinta y una hoja con medio cuerpo quemado, quemado por la soledad.

En medio a todo, queda la pregunta:

¿La literatura es un código oculto o un macrocuento secreto?

segunda-feira, 6 de junho de 2011

O Escriba

Sua vida foi literalmente escrita pela mão do destino.

Depois de tanto escrever, já nas páginas finais, o folhear do tempo registrou seu último pedido: Virar a página e encerrar sua história.

O livro aberto se fechou e a poeira tratou de embalsamar o corpo.

Esquecido por décadas, certo dia, renasce diante do sopro investigativo.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Mulheres Homens

Ursula Burns

Elas são a personificação dos processos corporativos: multidisciplanadas, multidisciplinares, adaptáveis e, assumidamente, pouco sentimentais. Tomam de 30 a 50 decisões por dia com certa facilidade, seguindo à risca um padrão viciante e centralizador.

Costumam criar e recriar projetos, rever prognósticos, imaginar cenários, repensar detalhes e, por fim, decidir.

Podem ficar por mais de 10 minutos se olhando no espelho em busca dos porquês, e não em busca dos sinais do tempo. Pelas manhãs, exalam a fragrância do otimismo e da sapiência em cada bom dia, mesmo estando sob forte pressão.

Elas são executivas, diretoras executivas, presidentes ou simplesmente chairwoman's. Elas estão no alto escalão: ministras, governadoras, chefes de estado, pessoas de grande influência.

Preferem a crítica pontual ao ponto final. Costumam responder com olhares introspectivos ao invés de falas prontas. Quando o diplomático boas-vindas torna-se obrigatório, um sorrir comedido e um tradicional aperto de mãos já são o bastante.

Elas trabalham full time, extra time, time after time e nunca estão offline. Quando resolvem dormir, seu cérebro reascende ao toque do smartfone. Elas são mães, filhas, netas, amigas, amigas de poucas amigas, ou não. Enfim, pessoas cumulativas que pluralizam a vida de uma maneira singular.

Falam muitos idiomas, não necessariamente linguísticos e dominam três dialetos fundamentais: corporativês, economês, politiquês.

Elas têm um senso de sobrevivência fora do comum e costumam resistir a altas e baixas temperaturas do mundo dos negócios. São flamantes quando perdem a cabeça, são gélidas quando cortam cabeças. Contudo, equilibram-se nas cordas bambas do ser ou não ser.

Como excercício e não como hobby, jogam xadrez ou golf - e até arriscam um simulador de vôo. Suas noções espaciais e periféricas são acima da média e definitivamente, não são nada estabanadas.

Elas percebem, enxergam, decodificam e transmutam oportunidades em segundos, provando que computadores não têm visão sistêmica. Como se não bastasse, elas criam e reinventam conceitos, jovializam propositalmente velhas máximas, numa tentativa de revitalizar os estereótipos da meia-idade.

Muitos homens as consideram dinamicamente assustadoras ou rivais eternas. E, se existir atração física entre ambos, dificilmente haverá algo a mais do que sexo ocasional. Talvez e bem talvez, um platônico romance poderá surgir.

Elas optam pelo prestígio, porque a fama não está associada ao poder. Elas são calculistas, metódicas, econômicas e projetam os próximos 5 anos como se fossem 5 meses. Porém, aqui vai um alerta: Mulheres Homens não são assexuadas, solteiras convictas, frígidas, inimigas ou incapazes de amar. Apenas ultra-corporativas.

Sim, elas são mulheres, as novas mulheres.

Elas são Mulheres Homens.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Detesto, Mas Venero

Detesto a falta de conexão das pessoas com as pessoas, mas venero olhar pessoas como pessoas. Detesto não compreender o incompreenssível, mas venero a fragilidade do mundo plausível. Detesto a patifaria reminiscente do político, mas venero o reincidente espancamento crítico. Detesto conjugar critérios da vida alheia, mas venero todos aqueles que tecem a própria teia. Detesto o longo discurso dos que buscam perguntas às respotas, mas venero a sutil obviedade dos que encontram respostas às perguntas. Detesto a complexidade aparente das grandes coisas, mas venero a simplicidade presente nas pequenas coisas. Detesto o engodo dos peseudo-intelectuais, mas venero a falsa cúpula dos acadêmicos imortais. Detesto tudo aquilo que me enfraquece em dias normais, mas venero perder forças em atos banais. Detesto o putrefar da comida na encruzilhada, mas venero o sobrevoar da mosca envenenada. Detesto a cartilha do rigor diplomático, mas venero o manifesto em prol do lunático. Detesto a contrapartida dos chefes de estado, mas venero o ímpeto do filho bastardo. Detesto o bajular rebuscado do galanteador, mas venero o beijar roubado do namorador. Detesto os documentos que atestam minha saúde mental, mas venero a feroz eloquência do surrealismo letal. Detesto saber que nada sei porque tudo busco, mas venero lamber o prato que a cada dia cuspo.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O Incomum do Senso Comum:
Um Olhar Invasivo Sobre Temas Despercebidos


Ainda vou escrever sobre isso...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Sistema Prisional da Rima

Linhas aprisionam [letras]
Letras superlotam (linhas)
Linhas e seus para|e|os
Paralelos não tão belo$
de um marírio particular:
rever a poetiza que me fez sonhar


domingo, 24 de outubro de 2010

Releituras sobre mim mesmo


O fato de reescrever sucessivamente minhas frases e textos, lapidando-os com o objetivo subliminar da auto-crítica se deve, ao que me parece, a uma viciante tentativa de conjugar o simples e o complexo, ao mesmo tempo, diante de proposições normalmente incompatíveis entre si. Falo do excercício interminável que movimenta um carrossel de fragmentos, concepções e aprendizados artísticos não convencionais dos quais tiro proveito. Por isso, adoto a Literatura de Ruptura como cerne estilístico de meus escritos, sendo ela o manancial criativo que irriga outras fontes de saberes e habilidades literárias, tais como Surrealismo, Dadaísmo, Minimalismo Cáustico e as abstrações em geral, sempre providas de interferências caóticas e desorganizadas em sua estrutura, a fim de criar reflexão e desequilíbrio no olhar do outro.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Frasismo sem Ceticismo


Cinema de Observação

Eu olho, olho, olho e não vejo nada.


Nuances


Com toda a clareza, sem sombra de dúvida, lúcido.


Engrenagens


As coisas vão acontecendo, TIC e você nem percebe, TAC.


Blá, Blá, Blá


Geralmente, homens acima dos 70 anos, costumam desenvolver linguajares repetitivos. Ora, ora... não existe idade para ser feliz.



Injustiça


O homem, quando vendado pela raiva, fica cego e mata por justiça.
A justiça, quando vendada pelo poder, faz muito pior.


O filó de Sofia


A filosofia faz refletir sobre a trama e os retalhos de vida costurados no subconsciente mundano.


Coquetel Molotov


Esprema os discursos flamantes do Stalin, Lenin, Gorbachev e os do Yeltsin. Em seguida, pingue algumas gotas de Putim, Sarkozy e Aznar.  Adicione gelo à gosto e agite bem. Por fim, decore com tentáculos de Lula. Sirva em doses camparianas.


Sustentabilidade


Quem planta, colhe. E se mantém em pé.


Retrocesso Sustentável


Um passo à frente, dois atrás.


Consumismo


O mundo é uma fábrica de desejos supérfulos, viciantes e reaproveitáveis.


Inteligência Artificial


Em meio a velha rotina, o moderno equipamento de bolso envia uma mensagem de texto: quando existe demanda, existe solidão.


Coronelismo


Ele comprou tudo e todos, inclusive a si mesmo.


Conceitos à Varejo


Compro, vendo, alugo ou troco por ideias.


Fator Sorte


Se por acaso, o fado da chance e a sina da fortuna coincidirem com a sorte e tua estrela brilhar, pode ter certeza: é azar.


Alemão Tarado


Nietzsche tinha Fetitzses.


Arrogante e Desequilibrado


Ele bebeu e saiu do pedestal. Desceu degraus, escorregou nas palavras e foi parar na sarjeta. Quando amanheceu, irreconhecível, chamou seu táxi e disse: Me leve para casa, James.


A Velha Máxima dos Novos Ricos


Uma coisa é certa: novos ricos não enxergam a longo prazo. É o tal Glaucoma da extravagância.


Ambição Musical


Ler cifras pensando em cifras.


Ambição Política


Contar cédulas como quem conta cédulas.


Ambição Literal


Investir em Letras do Tesouro.


Ambição Sexual


É o prazer de negociar ativos e passivos e ganhar por isso.


Ambição Desportiva


É derreter os inúmeros quilates acumulados ao longo da carreira.


Ambição Religiosa


É trabalhar com fé, depositando suas crenças em eternos paraísos fiscais.


Má Impressão


Que se folder os panfleteiros com seus manuais de identidade ética.


Etapas da Vida


Ardências customizadas em minha face.


Simpósio Criativo


Comentários publicitários para otários.


w c)


Dele, grandes ideias podem surgir. Respire a essência, produza. Mas antes, por favor, puxe a descarga.


Políticas


E se as políticas públicas fossem privadas? Hummm, isso me cheira mal.


Carochinha


O rebelde sem causa e seu oceano de causos. Conta outra.


Frase-boleadeira


É qualquer frase rápida e certeira o bastante para derrubar um receptor.


Demoradinho


Aquele que tira o atraso com atraso.


Rapidinho


Aquele que tira o atraso sem tirar a roupa.


Agredindo Paula


PAULADA!


Insultando Atriz


Cristiane F.DP


Ofendendo Atriz


Sorrahteira!


Irritando Fernanda


Youngi!


Caçoando Cariúcha


Calcanhoto, calcanhar de gafanhoto.


Obama


Vote Petrolino! A melhor plataforma de extração dos recursos públicos.


Anorexia Salarial


Durante o dia ganho pouco. À noite, perco tudo. Bolsos esquálidos.


Dantesco


A carceragem da PF virou lugar de banqueiro e investidor, tem até porta giratória.


Acrobata Digital


Lê no trapézio cartas alheias. PDF ou FDP?


Piada Sem Graça Connection


Caio Blinder disse: "O Brasil tem muitos milionários, a China tem bilionários". O quarteto riu, eu contei minhas moedas e chorei.


Arte Cínica


Trouxas do otário: camisete e soquete. Duas peças, um teatro.


Sobre Filhotes


Cabeças pesadas e desproporcionais ao corpo, gerando uma fantástica sensação de desequilíbrio.


Efeito Tardio


Uma tarde arde pela composição cáustica de suas horas. Me consome, me atrasa, justificando meu caos.


ABIN


O grampo no cabelo da nêga dita o ritmo da maracutaia, digo Maracatu.


Crack29tupiniquin


A política do café com leite azedou. É a nata da sociedade acoada.


SCatológico


O exército brasileiro é braço forte, mão amiga e leve.


E o Vento (me) Levou


Me falta ar, me falta tempo, me leva pai, me leva vento.


Tempos Modernos


Just-in-time, kanban ou Escola Tayloriana? Todos. Desde que o cronometrista não suma no meio da tarde e o processo deskambe.


Improbabilidade Química


Se meu laboratório Faillace, os resultados seriam outros.


Pacto


Abraçe o Diabo, sorria pra ele e diga: "Me dê mais uma chance, vou dar um jeito nisso, juro por Deus."


Surrealismo


É o discurso anestésico para perguntas de difícil explicação.


Surrealismo


O Surrealismo é a tocha incendiária arremessada em direção aos blocos de concreto residentes nos paradigmas sociais.


Amor à Profissão


Curtindo a vida em um curtume.


Laboroso


Todo trabalho tem sabor de suor: um azedume que adoça bolsos.


Afogamento Suburbano


"Cada Mergulho é um Flash". E a morte é uma instantânea e profunda queda.


O Fim dos Tempos


Em 2012, assista o filme. Conforme for, acaba o filme, acaba o mundo.


Woman CEO


Ela é cética, hipotética, patética, feita de pedra, fria.


Sereníssima


Após lavrados os termos, ela disse: não vou dar meu escrutínio secreto a ninguém. Prefiro ficar entre 4 colunas, aguardando ordens.


Pinceladas Aprisionadas


Debret capturava imagens da cena escravocrata do Brasil Império, enquando os escravos eram capturados sob outra ótica.


Tic Tac Filosófico


Antes de qualquer depois, eis o agora: passado recente de um futuro tardio.


Machismo


Sob o ponto de vista histórico-cultural, sim, Arthur Koestler foi um humanista. Sob outros: existem outras percepções.


Novo


A maneira mais simples de criar o novo é reeditar o antigo de forma perspicaz, alegando inovação e pertinência mercadológica.


Inovação


A inovação é o produto da soma dos seguintes ativos: bolo experiencial, base crítica, criatividade e visão sistêmica.


Inovação


Um recém-nascido.


O Risco da Inovação


Um prematuro.


Incubadora Tecnológica


É onde "prematurizamos" inovações e damos vida a grandes ideias.


Certeza


O somar das horas define o crepúsculo e o sonho redige o amanhã.


Embriaguez


Aspectos semi-filosóficos de uma mesa de bar que não para de rodar.


Roberto Justos


Ele é a personificação dos processos corporativos: metódico, prático e, assumidamente, pouco paciente.


Twitter


É o microcosmo de um macromundo redescoberto em 140 toques.


Twitter


É o frasismo digital regido pelo socialismo literal.


Twitter


Tão popular que um dia as pessoas irão protestar em praça pública, reivindicando aumento no número de caracteres.


Twitter


Pode não parecer, mas há quem diga que poderá ser palco de uma das mais terríveis conspirações do homem moderno: a guerra nuclear.


Twitter


Para um prolíxo, seria considerado técnica de tortura.


Twitter


Anunciar a própria morte em 140 caracteres significa um suicídio gramatical completo, composto por letras eliminadas e segredos preservados.




Reforma Agrária

Planta-se sonhos, colhe-se migalhas.



Reforma Agrária

Nunca diga nunca, nunca mesmo.


Reforma Agrária


Ele lavrou o termo de posse, mas as letras pequenas semearam discórdia.




Reforma Ortográfica

Para cada brasileiro um dicionário.


O Homem Ideal


O grande amor da mulher é o Elastano. Ele é flexível, ele é resistente, não reclama e ainda acompanha seu ritmo.


O Ideal Corporativo


Antecipação, penso e carga inovativa orientam as estratégias de uma organização.


Benchmark


A concorrência é um atirador de elite que observa os vacilos do mercado, podendo ferir ou eliminar empresas, a qualquer hora.


Elefantíase


Eu nunca tive, mas dizem que a dor é paquidérmica.


Controlador de Tráfico


É aquele que controla os aviões e sinaliza aos aviõezinhos quando é o momento de manter, baixar ou elevar os preços.


SWOT


Antecipe-se, conheça os porquês e obtenha vantagens.


Presença Digital


Ocupe seu espaço na Internet e o tenha para sempre.


PDV


O ponto-de-venda é uma casa organizada, você acha tudo em menos tempo.


Relacionamento


Conheça seu cliente, fale com ele e siga seus passos.


Revés


Quem avisa inimigo pode ser.


Melhor Idade


Vaidade feminina, volta tempo de menina.


... Pessoa


Pessoas são pessoas. Existem as físicas, as jurídicas e algumas que pensam em ser Fernando ...


Depressão


Encolerizo-me quando penso em textos inacabados. Paira sobre mim um efeito anímico e cáustico, fruto da esquiva e do medo de errar.


Branding


Branding é rebuscagem. Uma esquisitice criada por Branders e Bartenders nos botecos da moda.


Minuano


Irritante assobio de um inverno inclassificável.


Pensamento Vago


Um vagão desgovernado perseguindo o nada nos trilhos do destino.


Rejuvelhecimento


É simples. Basta financiar sua beleza em 30 anos.


Caso Bruno


Penalidade máxima e indefensável!


Vida Bandida


A vida de um marginal é uma eterna reação em cadeia.


O Redator


Ele tem dois trabalhos que não lhe dão nenhum trabalho: sonhar e escrever.


Pessoal e Transferível


O relacionamento é o fundamento transformador da sociedade de consumo.


Amanda


Ando amando. Porque o amar se aprende a mando.


Businnes Chess


O mercado é um imenso tabuleiro de xadrez. Não basta estar posicionado, é preciso movimentar-se estrategicamente.


Fila Indiana


Quem tiver esperança morrerá por último, mas morrerá.


Fama


Sensação líquida de altos, baixos e rasos.


Desemprego Literário


Ando meio vagasbundeando. Meu único trabalho é ler. Se houver retrabalho, serão releituras.


Arremesso Criativo


Arremesse uma pedra em direção do nada, grave a cena no modo ultra slow. Agora, inverte tudo, inclusive as polaridades. Crash!




Politicagem

Política com maquiagem.


Maquiagem

A beleza do dinheiro mascara qualquer feiura



Memória


Nesta vida de esquecimentos, prefiro lembrar do agora.


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Dados Inconfidenciais e Mineiros do Autor

Marcelo Petter de Vargas
Endereço residencial: Av. das Indústrias s/nº - quase esquina com Av. do Trabalhador
Data de Nascimento: 22 outubro de 1976
Data especial: 15 novembro de todos

sábado, 25 de setembro de 2010

Trocadinhos
ou
Trocadilhos


Faço poesia barata que não tem preço.
Mas, se quiser pagar pra ver,
tem que versar um terço.

O rosário com espinhos fere a carne dos invejosos,
e a minha ladainha: rima religiosas.

Antes de oferecer esmola
ou cruxificar meu texto,
leia bem as preces do contexto.

ler, escrever, criticar:
comece a soletrar.
ler, escrever, criticar:
repita até cansar.
ler, escrever, criticar:
são maneiras de rezar.
ler, escrever, criticar:
só não vale gagejar.
ler, escrever, criticar:
agora eu vou parar.
Pop Star

no começo, chovem elogios !!!
depois, eles evaporam ¡¡¡
o que sobra, então, são lembranças ...

e, um dia, tudo seca:

os bolsos,
as lágrimas,
a esperança.

quem te fama, agora, te difama.

Afinal, o que sobrou de bom?


Fama: sensação líquida de altos, baixos e rasos.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

CONSOLO

Fhillip Toledano e seu pai

O olhar que vaga longe foi terminal, nota-se.
A lágrima que escorre nua é venal, imagina-se...
São lembranças de um amor paternal, recorda-se.

Os atos viram retratos sem moldura.
Guardados na memória de um livro aberto.
Com páginas rasgadas pela ação do tempo, incerto.

A dor é solitária e associativa.
Basta um gesto, uma frase, uma dose.
Basta tudo ou basta nada, esclerose.

Nesta vida de esquecimentos, prefiro lembrar do agora.

%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%

Phillip Toledano é um talentoso fotógrafo que aponta sua lente crítica em nossa direção. De difícil esquiva, o flash é certeiro. Um capturar de ações e reações presas em nossa intimidade. O imaginário coletivo que digerimos com ou sem consciência, todos os dias.

A foto acima faz parte de um trabalho que considero irretocável: "Days with my father". Trata-se de um livro de extrema sensibilidade, que comove pelo fotografar honesto entre pai e filho.

Vale a pena acessar: www.dayswithmyfather.com

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Encruzilhada Basca

O Sutil Linear da Vida

Ações e Reações Irrecomendáveis


A óbvia genialidade Newtoniana foi, e ainda é, uma das maiores contribuições da Física à ciência. Contudo, quando falamos abertamente de Newton, a massa de interpretações limita-se a classificá-lo como o pai da Terceira Lei, que proclama: "Toda ação provoca uma reação de igual intensidade, mesma direção e em sentido contrário".

Agora, traçando um paralelo descompromissado com as grandezas físicas, o qual nos permite transpor a trincheira do ceticismo e da proposição linear da matemática, é possível estabelecer comparações envolvendo a Terceira Lei de Newton e a realidade nua e crua do "microcosmo favelar".

Vejamos: trata-se de uma maneira sutil de provar que nem toda Ação provoca uma Reação de igual intensidade, mesma direção e em sentido contrário. Abaixo, alguns exemplos cotidianos:

1.

Cenário: Favela

Objeto de Discussão: A lei da oferta e da procura à intorpecentes.

Ação: Monopólio da venda adquirido por aniquilação dos pontos de tráfico concorrentes, culminando na precificação aleatória da droga comercializada.

Força Contrária: Intervenção do Estado amparado por tropas militares, através da força.

Reação: O desarticular da facção criminosa e o extermínio dos mandatários que detinham o monopólio local, seguido do reparto das divizas obtidas com o tráfico por atores não identificados neste texto.

2.

Cenário: Boca de Fumo

Objeto de Discussão: A lei da oferta e da procura à intorpecentes.

Ação: Usuário negociando pertences em troca de substâncias ilícitas.

Força Situacional: usuário endividado e insatisfeito com o produto recém negociado, decide ofender o vendedor e o gerente da boca de drogas.

Reação: Traficantes descontentes após última negociação, ordenam captura do usuário antes que este atinja a zona de conforto (perímetro externo a boca de fumo). Após interceptação, o usuário é forçosamente levado a um nicho secreto onde será barbaramente torturado e executado.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010


Se há retrocesso no sexo pago, 
existe progresso no ato capital.

Todos ganham...

O investidor que dobra, triplica de tamanho.
O moteleiro que cobra até pelo banho.
O michê que borra a porra da realidade.  
E a concubina que vaga, vaga saudade.

Quando o negócio vai mal,
o decapitalismo corta cabeças, evitando o caos.
 

Quando o dano é moral,
engole a vergonha, pois é carnaval.

A consciência é arbitrária em terras voluntárias.

Vire direita, esquerda, fique no centro.


Faça chuva ou faça sol, pesque puta com anzol.

Taxas variáveis em aplicações de risco.


Overnight!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

El Reflejo de la Nostalgia

Una gafas de sol sin luna.
Un luna de miel, sin duda.
Una niebla oscura, oro.
Un pincho de plata, toro.

La perilla no me engaña.
Cronopios, duendes y famas.
París, Roma, Suiza, España.
Andarillo: Neruda te llama.

Surrealismo...
el paisaje.
En tu cumple...
la homenaje.

Una vida...
un viaje.
Un poeta...
la miraje.

Amarillo...
és tu color.
Rojo...
és mi dolor.

Poemas...
sin sabor.
Teorema...
del amor.

Adios, Dios.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

INTERNACIONAL


GÊNERO DA SUBLIME INTENÇÃO:
AMOR EM MEU CORAÇÃO.

MUNDIAL POR INFINITA ESCALA,
QUE EXTERNO NA FALA E LEVO COMIGO,
INTERNACIONAL, MEU MELHOR AMIGO.

ARMA-TE COM FAÇANHAS E VENÇA BATALHAS,

DRIBLANDO AS MURALHAS DO IMPOSSÍVEL.

SEJA INTRANSPONÍVEL!

COMO SÍMBOLO QUE CARREGAS NO PEITO,
GRITO BEM ALTO, EM TOM DE RESPEITO.

VAI, CANTE COMIGO E FORME LEGIÕES.
INTER, CONTE COMIGO E MOVA NAÇÕES.
VEM, ERGUE A TAÇA E ME ENCHE DE GRAÇA.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Pacto é...



















... abraçá-lo, sorrir pra ele e dizer: "Me dê mais uma chance, vou dar um jeito nisso, juro por Deus".

segunda-feira, 3 de maio de 2010

MIL VECES SALVADOR: UN ETERNO RECUERDO



















* BCN: 30 de maio de 1948
+ BCN: 02 de março de 1974

Em homenagem ao mês de nascimento do revolucionário catalão Salvador Puig Antich.


MILMovimiento Ibérico de Liberación

quarta-feira, 28 de abril de 2010

TIJOLADA FRANCIS: ESTE AFETO NÃO SE ENCERRA

De nada adiantaria contabilizar as muitas TIJOLADAS, melhor reproduzir algumas:

"Marx escrevendo sobre dinheiro é como padre falando sobre sexo."

"Dizem que escrever é um processo torturante para Sarney. Sem dúvida, mas quem grita de dor é a língua portuguesa."  

"A melhor propaganda anti-comunista é deixar um comunista falar."

"Numa democracia de verdade, só vota quem quer."

"O Brasil sempre foi a casa da mãe Joana de elites sub-reptícias que fazem o que querem."

"O Brasil é um asilo de lunáticos onde os pacientes assumiram o controle."

Dica
O Afeto Que Se Encerra (memórias)

terça-feira, 6 de abril de 2010

A MORTE DA TELEOPERADORA




















O azar dela foi a tele-entrega.

Quando chegou, era tarde demais:
morreu de tédio, de tanto esperar.

Pior ainda, o colega do lado estava ocupado,
forçando venda casada.

A pobre coitada se foi, deixando um valioso legado:
a linha desocupada, o inseparável headset e milhares de contatos.

No funeral, em homenagem aos serviços prestados,
tocaram uma musiquinha.                                                                 

AS VARIÁVEIS DA DEPENDÊNCIA HUMANA

domingo, 28 de março de 2010

BRAND TIC TAC

O tempo passa, grandes marcas ficam.  

Tag Heuer
Bvlgari
Cartier
Mont Blanc
Omega 
Constantin
Patek Philippe
Ferrari 
Citizen
Hublot
Panerai
Cauny
Tissot
Longines
Casio
Zenith
Swatch
IWC
Breitling
Breil
Calvin Klein
Festina 
Armani
Gucci


Os segundos mais valiosos são os primeiros, compartilhados por terceiros, nas infalíveis engrenagens do tempo.

domingo, 21 de março de 2010

GITANO



No hecho nada por la manãna
No hecho nada en la manzana
No traigo nada con mi hermana

En esta vida de ilusión



Y te lo pido un favor
Que me constestes por favor
La diferencia del dinero, de la fama y amor



Se te lo flipo con picor
No bajas guardia mi señor
So quiero noche, caña, pasta, suerte, vida y amor

¿Y ahora que?

Refrão (2x)

Yo soy Gitano, yo soy
Yo soy Gitano, yo soy
Yo soy Gitano, yo soy... Gitano soy, Gitano soy



Y a cada dia que se vá
Con menos plata te quedarás 
Pobre cantante no podrás beber, bailar, amar, llorar



Así que me pongo a pensar
Hay mil motivos pa cambiar
Pero quien baila el Flamenco no olvida nunca más  

Por eso que...

Refrão (2x)

Yo soy Gitano, yo soy
Yo soy Gitano, yo soy
Yo soy Gitano, yo soy... Gitano soy, Gitano soy


Bonus:

Sin el tablado
Me quedo enfadado
Niño callado
Lloro por ti

Dame Flamenco
Un otro tiempo
El fuego lento
Me quema así

Ni se te ocurra
Quitarme la luna
Hablame segura
Te quiero así

Vamos morena
Dame poemas
Son las serenas
Que cantan así

Que cantan así
Que llaman a mí

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

IRREVERÊNCIA SUBURBANA: O AFOGAMENTO DE MARA MANZAN EM 57 LETRAS

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                     a.                    
                    28 de maio de 1952 / 13 de novembro de 2009

quinta-feira, 18 de junho de 2009

TEMPESTADE EM COPO D'ÁGUA



Como fazer um brainstorm?
Comentar




Ida: Calma! Não saia por aí rodando a saia ou chamando Baiana de Cigana. Minha alma não será lida, doida varrida.

Esdrúxulo?

Percebeu as associações primárias?

Não?

Repetindo:

Ida:* Calma!° Não saia¹ por aí rodando² a saia¹ ou chamando² Baiana³ de Cigana³. Minha alma° não será lida, doida varrida*.

E agora, fixou?

As orações acima são como ladainhas: sequenciais numéricos de uma rima religiosa.

Um pequeno brainstorm acaba de respingar por aqui.

Simples, a prática envolve tecnismos convencionais.
Nada mais nada menos, que mecanismos cerebrais.

Bueno...

A partir de agora, quem resbalar por este texto corre o risco de cair na malha fina, na teia das idéias, na peneira dos grandes talentos, onde o mercúrio divide o ouro da areia.

Mas neste caso, aqui vai um conselho: Arme-se de criatividade e previna-se dos assassinos.

Por quê?

Pelo simples motivo que a validez e a viuvez, expressos também em um BS, são associações desiguais. Portanto quem mata o insight alheio torna-se um criminoso, lesando a si mesmo.

É válido afirmar que ouro escovado pelos detentos é chave mixa para abrir as portas de todas as portas, inclusive as jaulas mentais.

Bom...feitas as preces, agora, minha contribuição será mais estrutural do que convencional.

Vejamos...

Qualquer plataforma de discussão ou debate entre os envolvidos no processo de BS, antes de mais nada e se encarada como excercício metodológico, deve, sem dúvida, apresentar organização e o mínimo de coerência, haja vista os objetivos diretos e indiretos do BS e a importância destes no todo organizacional.

Como já sabemos, a tradução literal do termo aponta o seguinte: "Tempestade Cerebral". O que não significa que a natureza da prática deva ser tempestuosa, desorganizada e, porque não, competitiva.

As já conhecidas palavras aSSaSSinaS, famosas pelo aspecto depreciativo, são típicas e rondam nosso imaginário. E pelo visto, andam em grupo, verdadeiras serpentes.

São exemplos sanguinários:
Não! Isso não vai dar certo. Tá louco, isso não se aplica. Tá errado! Esquece, desiste. Essa ideia ninguém compra. De onde ele tirou essa ideia, mas que absurdo. Impossível! Impraticável, nem pensar. Sem chance, não tem jeito. Já era! Não, não e não! ... E assim por diante.

Tais chavões são e sempre serão, reflexo do EU, maiúsculo na sua essência, mas minúsculo diante do todo.

Quando isso deixa de ocorrer, a técnica é de grande valia para qualquer organização. E sua complexidade começa a ser traduzida em resultados quando a gerência (presente nas dinâmicas), consegue administrar e decodificar a carga de sugestões, a fim de implementá-la conforme a necessidade/aproveitamento de cada experiência nas rotinas da empresa.

As técnicas de um BS são variadas, podendo ser in loco ou externas:

De associação clássica,
De multi associação,
De hiperligação,
De concatenação,
De sensação táctil,
De conexão e extrapolação,
Dinâmicas competitivas,
Dinâmicas multimeios,
Grupos de discussão,
Prematurização e incubação,
Intervenções cênicas ou artísticas,
Técnicas de representação gráfica,
Diálogo face to face (1/1) ...entre outras...

Por fim, a eficácia do método pode ser claramente medida quando, na prática, é adotada, tornando-se um ativo para a empresa.

Nada se cria? Ledo engano.
Tudo se recria? Quase lá.

Então, qual o objetivo do BS?

Inovar
visão sistêmica para
Criar

sábado, 6 de junho de 2009

DE CATEGORIA



Valencianidad: És o no és una Calunya? Si, pero de Categoria.

CATALUNYA
ASSUNCIÓN
TEGORIA
ESPAÑA
GOLAZO
OOOOOLEEEE
RONALDINHO
INIESTA
ALACANT

domingo, 25 de janeiro de 2009

TARJA PRETA: ALUCINANTE COMO UM THRILLER, ALUCINÓGENO COMO AS HORAS



Baseado em fatos reais, quase reais.



Foi numa quinta-feira, véspera de feriado.

O amanhecer trazia consigo um sopro de ansiedade.

Eram 6:00 e o primeiro indício do que seria meu dia veio por meio de um anúncio publicitário de esmaltes hipoalergênicos.

Não sei ao certo, mas abri uma Abril exatamente no meio de um editorial de moda. Ao virar a página, a chamada em caixa alta gritava:

Vermelho Ultrafixante: 23 ml. de puro sangue.
Voçê vai ficar marcada para sempre.

Li, reli, refleti... Além do estilo "sanguinário" do redator e da direção de arte "cheguei", nada de mais. Voltei pro texto, pensei... desliguei.

Enfim, já que perfumaria não tem desconto, minha impaciência fechou a revista.

Fiquei inerte. E uma pausa colateral aciona meu despertador interno. Então, meio no solavanco, olhei pro criado. Mesmo inanimado, um ser digno de respeito. Todas as noites ele serve drinks, ou pelo menos, acondiciona doses, além das alcoólicas, algumas antidepressivas.

É como se fosse algo firmado em cartório, algum tipo de promessa de compra e venda entre as partes da minha pessoa. Sabe, do tipo contrato de gaveta, guardado dentro do mudo, que se por ventura falasse não seria criado mudo.

Bom, também fui criado assim, obedecendo ordens. Meus avós maternos, tinham no grito, a eficácia do método. Uma espécie de coronelismo interiorano, mentiroso e infiel.

Já, o criado, é fiel. Fiel depositário de um arsenal químico que administro todos os dias. São terrabytes de AntiSad ingeridos com qualquer líquido.

Não é fácil. Já fiz o teste, sei como é. Escutar as batidas binaurais é pior que ouvir o liquidificador elevado a terceira potência, às 6:30 da manhã. Pior ainda, acreditar que tudo aquilo voltava a se repetir, dia após dia.

Se não saio da cama, ela me chama. É como ficar literalmente pregado, martelando agústias do ontem.

Por fim, trampolim.

Faltava encher o copo e ingerir a sobredose.

De repetente, o sem fio toca e o sem saco diz: se for hora extra, prefiro a cama.

Resolvo atender: Sim. Quem é? Não há resposta, há silêncio.

Retruco: Tu é surdo, mudo ou depressivo como eu?

A réplica vem em forma de gravação...

Se você está disposto a mudar de vida, acompanhe esta mensagem até o final:



  • Disque 1 para mudar de vida




  • Disque 2 para saber como




  • Disque 3 para agradecimentos




  • Disque 4 para arrependimentos




  • Disque 5 para falar com seu destino e saber mais




  • Optei pelo 5, escutei minha voz interior e ouvi a gravação.

    Não sei ao certo se era gravação ou ao vivo. A questão é: ainda estou vivo. Naquele momento, minha orelha foi dilacerada e senti o canal auditivo não responder. Meus estímulos promoviam sudorese ocular, a locução terminou e o tempo parou.

    Tomado pelo espanto, senti a frase que acabara de ouvir percorrer meu quarto, sair pela rua e voltar com força. Minha curiosidade replicava náuseas e expulsava vômitos.

    Não haviam respostas, muitos menos recursos, apenas uma pergunta:

    Por que eu?

    Ainda com o fone na mão, sentado na cama, olho para a janela. Vi minha imagem deformada, vitrificada pelo hálito acumulado.

    Aos poucos, o medo dá lugar a curiosidade e decido buscar os porquês.


    To be continued...

    sábado, 22 de novembro de 2008

    MICROORGANISMOS DE CONSUMO X CRISE FINANCEIRA: ESPECULAÇÃO, REALIDADE E FICÇÃO SÓCIO-ECONÔMICA


    Enquanto grandes indústrias, expressivas organizações e convergentes blocos econômicos cuidam dos primeiros socorros da saúde de suas finanças, outros organismos de consumo que pouco ou nada sofrem com os impactos da retração macroeconômica, tratam de fortalecer sua própria moeda, a lei da oferta e da procura.

    Entretanto, o crack das bolsas promovido, em grande parte, pela lucrativa e arriscada jogatina dos apostadores do circuito financeiro mundial, vai forçando o tal Plano B, uma mudança estratégica de última hora nas bases que sustentam toda economia mundial, que promete trazer consigo um novo aculturamento sócio-econômico norteado pelo invariável propósito de sobrevivência.

    Assim como no poker, onde o ato de persuadir e ludibriar o adversário faz parte de um "jogo de cartas narcadas", servindo de remendo ou de coringa para quebras e sabotagens, a especulação dos banqueiros e investidores apresenta relevante similitude. Ou seja, quando tudo dá certo, a regra geral é: blefar, apostar, comprar e ganhar. E como não poderia deixar de ser, o produto da soma dos ativos que circulam nesta globalizada mesa de apostas é um só: especulação viral.

    Se a banca quebra, os banqueiros são nocauteados. Se a banca ganha, outro alguém sai ferido e assim por diante. Pensando nisso e no intuito de minimizar os impactos da crise e de prevenir novos sintomas, políticas anti-cíclicas já rondam outras mesas não menos arriscadas, as do alto escalão governamental.

    Embora temerosos quando ao destino dos empreendimentos, pequenos empresários e autônomos, cujos negócios também dependem das regras da economia institucional, acabam impactados por outras plataformas comerciais. Como tais, podemos citar a inexorável lei da oferta e da procura, valorização cambial, balança comercial revigorada, o incremento no poder de compra do cidadão médio, a disponibilidade do crédito, livre concorrência, a elevação dos padrões tecnológicos de produção e, até então, a redução significativa da taxa de juros.

    São Paulo - Capital Nacional do Varejo

    A terra da garoa, como é conhecida a maior metrópole da América Latina, vem respingando exemplos oceânicos de consumo, como é o caso do varejo.

    To be continued...

    Palavras Chave:
    desdobramentos, cenário político, macroeconomia, microeconomia, crise cambial, capital especulativo, ativos, liquidez e retração.



    terça-feira, 2 de setembro de 2008

    Kim Min

    A liberdade é uma criança coreana equilibrando-se na Muralha da China.

    Ela brinca, corre solta.

    Solta pipas, prende a respiração.

    Pede licença, passagem.

    Tropeça, cai, levanta.

    Ergue e forma levantes.

    Mas assina termos comprometedores para disfarçar os traços orientais.

    Impossível passar despercebida com tal hálito, triste hábito.

    Pouco importa o veneno que carrega ou a ideologia que impõe, basta espremer o antídoto.

    Liberdade: Kim Mindera tê-la.

    segunda-feira, 1 de setembro de 2008

    UMA ESPANHA DE MUITAS ESPANHAS:

    A INTERMINÁVEL CHAMA INDEPENDENTISTA NO EXISTENCIAL DO POVO ESPANHOL



    As imagens acima falam por si. Ou melhor, esbravejam.

    A incandescência do reclame, que propaga muito mais que um simples posicionamento étnico, nada mais é que o fruto do eterno sentimento patriarcal desvelado a cada debate.

    Dados estatísticos comprovam: 5 em cada 10 espanhóis ignoram aspectos fundamentais da cultura de seu país, porém são objetivos e precisos quanto as questões que tratam da complexidade etimológica das 17 comunidades autônomas espanholas.

    Para quem desconhece o termo, uma comunidade autônoma é uma região dotada de organismos governamentais próprios, bem como estatutos e instituições representativas. Assim como cultura fortemente apoiada sob o tripé: idioma, raça e história.

    Felizmente ou infelizmente, as autonomias foram a solução encontrada na chamada época pós-franquista para um problema secular do país: as intermináveis reivindicações democráticas por vistos nacionalistas e as relações bilaterais de poder entre estado e sociedade civil.

    Mas afinal, de que pátria falamos? Que Espanha é essa que ensaia ares separatistas sem ao menos saber como, onde e o porquê daquilo tudo? Pior ainda, sem saber das consequências que este ânimo independentista e esta segmentação podem trazer ao país.

    Pelo visto, já virou moda, uma espécie de estilo de vida passado de pai para filho.

    Intrigado com tamanha polêmica, certa vez, perguntei a um jovem catalão, sobre o significado da palavra medo.

    A primeira resposta veio através de um silencioso, atento e demorado olhar. Em seguida, complementou: "Meu maior medo é ter a sensação de caminhar pelas ruas da minha cidade e perceber que poucos são como eu, catalães de sangue. Isso me causa profunda insegurança, isso me causa medo".

    Xenofobia, racismo, medo, globalização ou todas as anteriores?

    Pouca importa a ordem dos fatores ou a conseqüência dos fatos.
    Enfim, a porta já foi aberta.

    quinta-feira, 14 de agosto de 2008

    AÑ? COMO ASSIM?

    Imagine três diálogos paralelos.

    Descreva-os em 50 linhas, desorganizando protagonistas, um meio de semana e um fato social.

    Proponho uma dinâmica de falas entrecortadas por uma única proposta chave.

    Imagine: mãe, pai e filho(a), não descartando a possibilidade da existência de cão ou gato no decorrer da história.

    Como aspecto complementar, plasme uma noite de reveillon, uma casa em chamas, muitas risadas e um bilhete de loteria supostamente premiado.

    Junte todos esses elementos, triture, agite bem e sirva em doses
    camparianas.

    QUARTA-FEIRA, 31 DE DEZEMBRO DE 2008.

    O FUTURO É UM INTRUSO <> O PRESENTE JÁ É PASSADO

    Protagonistas:

    Lispector: 16 anos, menina tola e suas vivências orgasmicas.
    Sclier: 60 anos, romancista e jogador inveterado que aposta na cultura.
    Medeiros: 45 anos, mãe prototipada, colunista razoável.
    Coronel: 10 anos, 42 dentes, 7 vidas e muitas histórias.

    ######################################

    Clarice! Venha cá, minha filha.

    Outra vez, mãe. O que é?

    Nada, nada minha filha. Arruma o cabelo.

    Marta, esqueçe os preparativos, agora são 2 da tarde.

    Então faz essa barba, Moacir e larga o azar, porque hoje é dia de sorte.

    Isso é besteira, a mãe já dizia que crendice não atrai sucesso.

    ATENTA AO DIÁLOGO, CLARICE QUESTIONA:

    Mãe, eu vou fazer sucesso?

    OPTA-SE POR SILÊNCIO...

    LUIS, O GATO PRETO DA FAMÍLIA, PULA NO COLO DE MOACIR, PAI DA JOVEM SONHADORA.

    Viu, o Luis sabe muito bem que azar ou sorte são nossas únicas opções.

    Deixa de filosofar, que tua filha tá com fome.

    Mãe, não to com fome, quero respostas.

    Ahn...então é sede. Sede por respostas.

    E muita vontade de perguntar, né?

    Minha amada, não sei se te respondo com um sim ou com um claro que sim.

    O TOM HILÁRIO DA PROGENITORA PROVOCA RISADAS.

    LUIS SALTA DO COLO DE MOACIR E CAMINHA EM DIREÇÃO A COZINHA.

    A CAMPAINHA TOCA...

    CLARICE ACELERA O PASSO E ATENDE A PORTA.

    MARTA SE ATENCIPA E ADVERTE: Não abre sem perguntar, minha filha.

    Quem é?

    Oi, Clarice. Teu pai tá aí?

    Quem é? Insiste a menina.

    Quem é, Clarice? Diz Marta em tom quase imperativo.

    Não sei mãe!

    Pergunta quem é, filha. Insiste a progenitora.

    Não tá respondendo.

    A MENINA DESISTE E RETORNA A SALA DE JANTAR.




    To be continued...