quinta-feira, 18 de junho de 2009

TEMPESTADE EM COPO D'ÁGUA



Como fazer um brainstorm?
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Ida: Calma! Não saia por aí rodando a saia ou chamando Baiana de Cigana. Minha alma não será lida, doida varrida.

Esdrúxulo?

Percebeu as associações primárias?

Não?

Repetindo:

Ida:* Calma!° Não saia¹ por aí rodando² a saia¹ ou chamando² Baiana³ de Cigana³. Minha alma° não será lida, doida varrida*.

E agora, fixou?

As orações acima são como ladainhas: sequenciais numéricos de uma rima religiosa.

Um pequeno brainstorm acaba de respingar por aqui.

Simples, a prática envolve tecnismos convencionais.
Nada mais nada menos, que mecanismos cerebrais.

Bueno...

A partir de agora, quem resbalar por este texto corre o risco de cair na malha fina, na teia das idéias, na peneira dos grandes talentos, onde o mercúrio divide o ouro da areia.

Mas neste caso, aqui vai um conselho: Arme-se de criatividade e previna-se dos assassinos.

Por quê?

Pelo simples motivo que a validez e a viuvez, expressos também em um BS, são associações desiguais. Portanto quem mata o insight alheio torna-se um criminoso, lesando a si mesmo.

É válido afirmar que ouro escovado pelos detentos é chave mixa para abrir as portas de todas as portas, inclusive as jaulas mentais.

Bom...feitas as preces, agora, minha contribuição será mais estrutural do que convencional.

Vejamos...

Qualquer plataforma de discussão ou debate entre os envolvidos no processo de BS, antes de mais nada e se encarada como excercício metodológico, deve, sem dúvida, apresentar organização e o mínimo de coerência, haja vista os objetivos diretos e indiretos do BS e a importância destes no todo organizacional.

Como já sabemos, a tradução literal do termo aponta o seguinte: "Tempestade Cerebral". O que não significa que a natureza da prática deva ser tempestuosa, desorganizada e, porque não, competitiva.

As já conhecidas palavras aSSaSSinaS, famosas pelo aspecto depreciativo, são típicas e rondam nosso imaginário. E pelo visto, andam em grupo, verdadeiras serpentes.

São exemplos sanguinários:
Não! Isso não vai dar certo. Tá louco, isso não se aplica. Tá errado! Esquece, desiste. Essa ideia ninguém compra. De onde ele tirou essa ideia, mas que absurdo. Impossível! Impraticável, nem pensar. Sem chance, não tem jeito. Já era! Não, não e não! ... E assim por diante.

Tais chavões são e sempre serão, reflexo do EU, maiúsculo na sua essência, mas minúsculo diante do todo.

Quando isso deixa de ocorrer, a técnica é de grande valia para qualquer organização. E sua complexidade começa a ser traduzida em resultados quando a gerência (presente nas dinâmicas), consegue administrar e decodificar a carga de sugestões, a fim de implementá-la conforme a necessidade/aproveitamento de cada experiência nas rotinas da empresa.

As técnicas de um BS são variadas, podendo ser in loco ou externas:

De associação clássica,
De multi associação,
De hiperligação,
De concatenação,
De sensação táctil,
De conexão e extrapolação,
Dinâmicas competitivas,
Dinâmicas multimeios,
Grupos de discussão,
Prematurização e incubação,
Intervenções cênicas ou artísticas,
Técnicas de representação gráfica,
Diálogo face to face (1/1) ...entre outras...

Por fim, a eficácia do método pode ser claramente medida quando, na prática, é adotada, tornando-se um ativo para a empresa.

Nada se cria? Ledo engano.
Tudo se recria? Quase lá.

Então, qual o objetivo do BS?

Inovar
visão sistêmica para
Criar

sábado, 6 de junho de 2009

DE CATEGORIA



Valencianidad: És o no és una Calunya? Si, pero de Categoria.

CATALUNYA
ASSUNCIÓN
TEGORIA
ESPAÑA
GOLAZO
OOOOOLEEEE
RONALDINHO
INIESTA
ALACANT

domingo, 25 de janeiro de 2009

TARJA PRETA: ALUCINANTE COMO UM THRILLER, ALUCINÓGENO COMO AS HORAS



Baseado em fatos reais, quase reais.



Foi numa quinta-feira, véspera de feriado.

O amanhecer trazia consigo um sopro de ansiedade.

Eram 6:00 e o primeiro indício do que seria meu dia veio por meio de um anúncio publicitário de esmaltes hipoalergênicos.

Não sei ao certo, mas abri uma Abril exatamente no meio de um editorial de moda. Ao virar a página, a chamada em caixa alta gritava:

Vermelho Ultrafixante: 23 ml. de puro sangue.
Voçê vai ficar marcada para sempre.

Li, reli, refleti... Além do estilo "sanguinário" do redator e da direção de arte "cheguei", nada de mais. Voltei pro texto, pensei... desliguei.

Enfim, já que perfumaria não tem desconto, minha impaciência fechou a revista.

Fiquei inerte. E uma pausa colateral aciona meu despertador interno. Então, meio no solavanco, olhei pro criado. Mesmo inanimado, um ser digno de respeito. Todas as noites ele serve drinks, ou pelo menos, acondiciona doses, além das alcoólicas, algumas antidepressivas.

É como se fosse algo firmado em cartório, algum tipo de promessa de compra e venda entre as partes da minha pessoa. Sabe, do tipo contrato de gaveta, guardado dentro do mudo, que se por ventura falasse não seria criado mudo.

Bom, também fui criado assim, obedecendo ordens. Meus avós maternos, tinham no grito, a eficácia do método. Uma espécie de coronelismo interiorano, mentiroso e infiel.

Já, o criado, é fiel. Fiel depositário de um arsenal químico que administro todos os dias. São terrabytes de AntiSad ingeridos com qualquer líquido.

Não é fácil. Já fiz o teste, sei como é. Escutar as batidas binaurais é pior que ouvir o liquidificador elevado a terceira potência, às 6:30 da manhã. Pior ainda, acreditar que tudo aquilo voltava a se repetir, dia após dia.

Se não saio da cama, ela me chama. É como ficar literalmente pregado, martelando agústias do ontem.

Por fim, trampolim.

Faltava encher o copo e ingerir a sobredose.

De repetente, o sem fio toca e o sem saco diz: se for hora extra, prefiro a cama.

Resolvo atender: Sim. Quem é? Não há resposta, há silêncio.

Retruco: Tu é surdo, mudo ou depressivo como eu?

A réplica vem em forma de gravação...

Se você está disposto a mudar de vida, acompanhe esta mensagem até o final:



  • Disque 1 para mudar de vida




  • Disque 2 para saber como




  • Disque 3 para agradecimentos




  • Disque 4 para arrependimentos




  • Disque 5 para falar com seu destino e saber mais




  • Optei pelo 5, escutei minha voz interior e ouvi a gravação.

    Não sei ao certo se era gravação ou ao vivo. A questão é: ainda estou vivo. Naquele momento, minha orelha foi dilacerada e senti o canal auditivo não responder. Meus estímulos promoviam sudorese ocular, a locução terminou e o tempo parou.

    Tomado pelo espanto, senti a frase que acabara de ouvir percorrer meu quarto, sair pela rua e voltar com força. Minha curiosidade replicava náuseas e expulsava vômitos.

    Não haviam respostas, muitos menos recursos, apenas uma pergunta:

    Por que eu?

    Ainda com o fone na mão, sentado na cama, olho para a janela. Vi minha imagem deformada, vitrificada pelo hálito acumulado.

    Aos poucos, o medo dá lugar a curiosidade e decido buscar os porquês.


    To be continued...

    sábado, 22 de novembro de 2008

    MICROORGANISMOS DE CONSUMO X CRISE FINANCEIRA: ESPECULAÇÃO, REALIDADE E FICÇÃO SÓCIO-ECONÔMICA


    Enquanto grandes indústrias, expressivas organizações e convergentes blocos econômicos cuidam dos primeiros socorros da saúde de suas finanças, outros organismos de consumo que pouco ou nada sofrem com os impactos da retração macroeconômica, tratam de fortalecer sua própria moeda, a lei da oferta e da procura.

    Entretanto, o crack das bolsas promovido, em grande parte, pela lucrativa e arriscada jogatina dos apostadores do circuito financeiro mundial, vai forçando o tal Plano B, uma mudança estratégica de última hora nas bases que sustentam toda economia mundial, que promete trazer consigo um novo aculturamento sócio-econômico norteado pelo invariável propósito de sobrevivência.

    Assim como no poker, onde o ato de persuadir e ludibriar o adversário faz parte de um "jogo de cartas narcadas", servindo de remendo ou de coringa para quebras e sabotagens, a especulação dos banqueiros e investidores apresenta relevante similitude. Ou seja, quando tudo dá certo, a regra geral é: blefar, apostar, comprar e ganhar. E como não poderia deixar de ser, o produto da soma dos ativos que circulam nesta globalizada mesa de apostas é um só: especulação viral.

    Se a banca quebra, os banqueiros são nocauteados. Se a banca ganha, outro alguém sai ferido e assim por diante. Pensando nisso e no intuito de minimizar os impactos da crise e de prevenir novos sintomas, políticas anti-cíclicas já rondam outras mesas não menos arriscadas, as do alto escalão governamental.

    Embora temerosos quando ao destino dos empreendimentos, pequenos empresários e autônomos, cujos negócios também dependem das regras da economia institucional, acabam impactados por outras plataformas comerciais. Como tais, podemos citar a inexorável lei da oferta e da procura, valorização cambial, balança comercial revigorada, o incremento no poder de compra do cidadão médio, a disponibilidade do crédito, livre concorrência, a elevação dos padrões tecnológicos de produção e, até então, a redução significativa da taxa de juros.

    São Paulo - Capital Nacional do Varejo

    A terra da garoa, como é conhecida a maior metrópole da América Latina, vem respingando exemplos oceânicos de consumo, como é o caso do varejo.

    To be continued...

    Palavras Chave:
    desdobramentos, cenário político, macroeconomia, microeconomia, crise cambial, capital especulativo, ativos, liquidez e retração.



    terça-feira, 2 de setembro de 2008

    Kim Min

    A liberdade é uma criança coreana equilibrando-se na Muralha da China.

    Ela brinca, corre solta.

    Solta pipas, prende a respiração.

    Pede licença, passagem.

    Tropeça, cai, levanta.

    Ergue e forma levantes.

    Mas assina termos comprometedores para disfarçar os traços orientais.

    Impossível passar despercebida com tal hálito, triste hábito.

    Pouco importa o veneno que carrega ou a ideologia que impõe, basta espremer o antídoto.

    Liberdade: Kim Mindera tê-la.

    segunda-feira, 1 de setembro de 2008

    UMA ESPANHA DE MUITAS ESPANHAS:

    A INTERMINÁVEL CHAMA INDEPENDENTISTA NO EXISTENCIAL DO POVO ESPANHOL



    As imagens acima falam por si. Ou melhor, esbravejam.

    A incandescência do reclame, que propaga muito mais que um simples posicionamento étnico, nada mais é que o fruto do eterno sentimento patriarcal desvelado a cada debate.

    Dados estatísticos comprovam: 5 em cada 10 espanhóis ignoram aspectos fundamentais da cultura de seu país, porém são objetivos e precisos quanto as questões que tratam da complexidade etimológica das 17 comunidades autônomas espanholas.

    Para quem desconhece o termo, uma comunidade autônoma é uma região dotada de organismos governamentais próprios, bem como estatutos e instituições representativas. Assim como cultura fortemente apoiada sob o tripé: idioma, raça e história.

    Felizmente ou infelizmente, as autonomias foram a solução encontrada na chamada época pós-franquista para um problema secular do país: as intermináveis reivindicações democráticas por vistos nacionalistas e as relações bilaterais de poder entre estado e sociedade civil.

    Mas afinal, de que pátria falamos? Que Espanha é essa que ensaia ares separatistas sem ao menos saber como, onde e o porquê daquilo tudo? Pior ainda, sem saber das consequências que este ânimo independentista e esta segmentação podem trazer ao país.

    Pelo visto, já virou moda, uma espécie de estilo de vida passado de pai para filho.

    Intrigado com tamanha polêmica, certa vez, perguntei a um jovem catalão, sobre o significado da palavra medo.

    A primeira resposta veio através de um silencioso, atento e demorado olhar. Em seguida, complementou: "Meu maior medo é ter a sensação de caminhar pelas ruas da minha cidade e perceber que poucos são como eu, catalães de sangue. Isso me causa profunda insegurança, isso me causa medo".

    Xenofobia, racismo, medo, globalização ou todas as anteriores?

    Pouca importa a ordem dos fatores ou a conseqüência dos fatos.
    Enfim, a porta já foi aberta.

    quinta-feira, 14 de agosto de 2008

    AÑ? COMO ASSIM?

    Imagine três diálogos paralelos.

    Descreva-os em 50 linhas, desorganizando protagonistas, um meio de semana e um fato social.

    Proponho uma dinâmica de falas entrecortadas por uma única proposta chave.

    Imagine: mãe, pai e filho(a), não descartando a possibilidade da existência de cão ou gato no decorrer da história.

    Como aspecto complementar, plasme uma noite de reveillon, uma casa em chamas, muitas risadas e um bilhete de loteria supostamente premiado.

    Junte todos esses elementos, triture, agite bem e sirva em doses
    camparianas.

    QUARTA-FEIRA, 31 DE DEZEMBRO DE 2008.

    O FUTURO É UM INTRUSO <> O PRESENTE JÁ É PASSADO

    Protagonistas:

    Lispector: 16 anos, menina tola e suas vivências orgasmicas.
    Sclier: 60 anos, romancista e jogador inveterado que aposta na cultura.
    Medeiros: 45 anos, mãe prototipada, colunista razoável.
    Coronel: 10 anos, 42 dentes, 7 vidas e muitas histórias.

    ######################################

    Clarice! Venha cá, minha filha.

    Outra vez, mãe. O que é?

    Nada, nada minha filha. Arruma o cabelo.

    Marta, esqueçe os preparativos, agora são 2 da tarde.

    Então faz essa barba, Moacir e larga o azar, porque hoje é dia de sorte.

    Isso é besteira, a mãe já dizia que crendice não atrai sucesso.

    ATENTA AO DIÁLOGO, CLARICE QUESTIONA:

    Mãe, eu vou fazer sucesso?

    OPTA-SE POR SILÊNCIO...

    LUIS, O GATO PRETO DA FAMÍLIA, PULA NO COLO DE MOACIR, PAI DA JOVEM SONHADORA.

    Viu, o Luis sabe muito bem que azar ou sorte são nossas únicas opções.

    Deixa de filosofar, que tua filha tá com fome.

    Mãe, não to com fome, quero respostas.

    Ahn...então é sede. Sede por respostas.

    E muita vontade de perguntar, né?

    Minha amada, não sei se te respondo com um sim ou com um claro que sim.

    O TOM HILÁRIO DA PROGENITORA PROVOCA RISADAS.

    LUIS SALTA DO COLO DE MOACIR E CAMINHA EM DIREÇÃO A COZINHA.

    A CAMPAINHA TOCA...

    CLARICE ACELERA O PASSO E ATENDE A PORTA.

    MARTA SE ATENCIPA E ADVERTE: Não abre sem perguntar, minha filha.

    Quem é?

    Oi, Clarice. Teu pai tá aí?

    Quem é? Insiste a menina.

    Quem é, Clarice? Diz Marta em tom quase imperativo.

    Não sei mãe!

    Pergunta quem é, filha. Insiste a progenitora.

    Não tá respondendo.

    A MENINA DESISTE E RETORNA A SALA DE JANTAR.




    To be continued...

    quarta-feira, 30 de julho de 2008

    TEMOR A QUEIMA ROUPA

    Temo, mas enfrento.
    Cuspo, mas engulo.
    Rasgo, mas costuro.

    Meu único livro.

    Por não dar conta das páginas roubadas,
    convoco "un centenar de capullos sin traducción".
    Vindos dela, a inspiracción.

    São propósitos similares aos da colega Sandra Radin, 2° VIG.º.
    Faleceu vitimada pelo câncer.
    Sem desmerecer minhas últimas palavras.
    Viloladas, guilhotinadas, usadas.
    No escorrer das calçadas.

    A cada lauda queimada, dois exageros.
    A cada pranto, a despedida.
    Toda ingenuidade a serviço da falsidade.
    Pura maldade.

    Bibliografia de um homem só.
    Se for sanidade.
    Não tenha dó.

    terça-feira, 29 de julho de 2008

    Decodificação Banal do Pensamento

    Quem pensa 99 vezes e nada descobre, nada pensa, pouco articula e filosofa. Quem pensa 99 vezes e nada descobre, está fadado há distanciar-se de um auge crítico filosófico, logo pouco compara e pouco edifica. Nesse caso, nota-se uma ausência não definitiva dos surtos de lucidez.

    Pelo visto, a quantidade de ações reflexivas não está necessariamente ligada ao descobrimento da verdade sobre algo ou alguém. Entretanto, quando agimos de forma filosófica, desbravadora e vital, nos tornamos hábeis articuladores e passamos a enxergar sem borrões, mas com clarões as muitas verdades, as nossas intimidades, as verdades do mundo.

    Com ou sem regras, busco o contraregras.

    domingo, 13 de julho de 2008

    CALEIDOSCÓPIO

    O ar cheira a progresso e a radiotividade.
    A natureza apresenta temperamento instável.
    As músicas de protesto desafiam, desafinam.
    Um ruflar irritante, o inflar de uma nação.
    Monopólio dos costureiros parisienses e suas agulhadas envenenadas.
    O chão de fábrica é praça pública, lavada por sangue.
    Alvoroço, levante público, absurdo.
    Tanta gente livre à procura de liberdade.
    E o autodidata confuso? E os filósofos burocráticos?
    E a liberdade que corria solta?
    Um grande vazio.

    Caro amigo troglodita, como as coisas mudaram.
    Foquetes interplanetários, aviões a jato, computadores eletrônicos.
    O vale do silício foi todo escavado, virou depressão.
    Códigos jurídicos, arranha-céus, asfalto, roupas de tergal.
    E o homem continua defendendo-se do HOMEM com a mão.
    Meliantes, sonegadores, cinemaníacos, pleonasmicos.
    Chovem no molhado, sob as vestes dos rivais.

    Para noticiar tais avanços, entra em cena o escritor polimorfo e suas notícias anti-estéticas.
    Para censurar, magnatas e suas atas, pulverização das verbas públicas.
    Semáfaros apagados, subliteratura em três tempos.
    Ready...
    Set...
    ...I
    ...P
    ...S
    ...I
    ...S

    ...L
    ...I
    ...T
    ...T
    ...E
    ...R
    ...I
    ...S
    Trabalhos justos e imperfeitos.
    Fugitiva paciência franciscana.
    Povo enclausurado, ludibriado, coitado.
    Ambivalência, euforia e angústia na era espacial.
    Viva o homem feito de papel.
    E sua tesoura, aparando arestas.

    Quantas mudanças, raquítico serviçal.
    Fórmulas da paz, módulo capsular que rasga o nada.
    E invade lentamente minha consciência.
    Pesada como mil kilos de plumas.
    Ao escrever, a libertação: dos ombros tiro a tonelada.
    Da mente, a ira maltratada.
    Estrelismo barato, autógrafos com sangue.

    Pelo visto, tudo isso me assusta.
    Não sei ao certo se sigo ou travo.
    Tenho medo das consequências.
    Justiçeiras que tanto me rondam.
    Atuam sobre o tempo das coisas.
    Em meio a tudo, algo é certo:
    A imperfeição do homem é sempre relativa.
    Multiopinativa dentro de jaulas mentais.
    Nódulos para calar o ímpeto, óbulos para converter o ímpio, óvulos para a fertilizar a terra.
    Mãe natureza, de uma filha tecnológica e pós-moderna.
    Que ainda vou amar.

    Olho por olho, dente por dente.

    Não sou escravo, nem doente.

    O caleidoscópio não mente.

    quarta-feira, 4 de junho de 2008

    PRESENTEÍSMO: O CLIMA ORGANIZACIONAL COMO X DA QUESTÃO

    Desconhecido, polêmico, uma adaptação moderna da depressão organizacional?

    No mínimo, estas três alternativas servem para decodificar, em parte, este novo termo como ares de palavrão.

    A expressão é reveladora, trazendo consigo todas as interrogativas e prerrogativas de uma ampla discussão, prestes a implodir novos debates.

    Estas 59 linhas, sem falar nas entrelinhas, têm como finalidade, no tocante ao presenteísmo, aclarar as questões que tangem sua complexidade, esclarecendo os perigos deste “tumor organizacional”.

    Bom, vamos interpretar as coisas. Ou melhor, os sentimentos.

    Em síntese, presenteísmo nada mais é que estar presente no ambiente de trabalho, mas ausentar-se diante dos outros aspectos organizacionais que mantêm viva uma empresa, independente do porte ou estrutura.

    É estar ali, lá ou acolá e, simplesmente, não ser notado. Pior que isso, ser alvo das críticas desferidas por outros integrantes da equipe.

    Sem sombra de dúvida e com toda a clareza, um problema de difícil diagnóstico que, acaba por “contaminar” outras pessoas dentro da empresa. Além do mais, o colaborador atingido também pode sofrer de problemas de saúde, tais como: dores musculares, insônia, gastrenterites, entre outros.

    Tratando em miúdos, rins, coração ou fígado, é muito mais que adoentar-se, no sentido literal da palavra. E nestes casos o atestado em questão é o da incompetência ou em curtas e “assassinas” palavras: você não traz nenhum resultado. Está sempre doente.

    Vejamos, um presenteísta é aquela pessoa, homem ou mulher, presente no mercado de trabalho, mas distante de tudo e de todos, sem ritmo produtivo e teoricamente enfermo.

    Da teoria, outra tese: o funcionário presenteísta, pela fragilidade que o assola, absorve boa parte dos maus momentos da empresa, sejam eles provenientes do micro ou do macro ambiente organizacional.

    Seria decadência? Ou quem sabe, decorrência dos minguados investimentos na saúde dos colaboradores da empresa.

    Afinal, onde está o “fracassado”? O recruta ZERO existe? E se existe, poderia ser o gestor da empresa, responsável pela manutenção do capital humano?

    Devido ao alto custo do presenteísmo, algumas empresas de grande porte já acumulam investimentos no assunto, diagnosticando e tratando antecipadamente os presenteístas.

    Uma das grandes ferramentas de apoio ao departamento de Recursos Humanos, servindo de base para a verificação prematura desta problemática, chama-se processo seletivo continuado.

    De cunho institucional, trata-se de avaliações in loco que revelam indicativos preciosos para o acompanhamento dos colaboradores da empresas.

    Nos Estados Unidos, por exemplo, o presenteísmo já é tido como inimigo oculto da produtividade. Em contrapartida, em terras tupiniquins, a grande maioria das empresas sequer sabe o significado desta palavra.

    Presente, mas doente. Ausente, mas custoso. Invisibilidade ou incompreensão? “Corpo mole”, desmotivado ou retrabalho? Enfim, o x da questão é alternativa múltipla. E o produto é muito mais que o tradicional stress at work.

    Um aviso aos navegantes deste grande oceano de causas: os preocupados com produtividade, qualidade e forças competitivas, por favor, revisem seus quadros organizacionais e por que não, seus conceitos.

    Tempestuoso ou não, o clima organizacional é o x da questão. Preparem os guarda-chuvas, precipitações anômalas podem ocorrer na sua empresa.

    Para evitar “presentes gregos”, aqui vai uma dica: planejamento = antes.

    quinta-feira, 29 de maio de 2008

    COMENTÁRIOS PUBLICITÁRIOS PARA OTÁRIOS - Por Julio Cortázar




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