sábado, 22 de novembro de 2008

MICROORGANISMOS DE CONSUMO X CRISE FINANCEIRA: ESPECULAÇÃO, REALIDADE E FICÇÃO SÓCIO-ECONÔMICA


Enquanto grandes indústrias, expressivas organizações e convergentes blocos econômicos cuidam dos primeiros socorros da saúde de suas finanças, outros organismos de consumo que pouco ou nada sofrem com os impactos da retração macroeconômica, tratam de fortalecer sua própria moeda, a lei da oferta e da procura.

Entretanto, o crack das bolsas promovido, em grande parte, pela lucrativa e arriscada jogatina dos apostadores do circuito financeiro mundial, vai forçando o tal Plano B, uma mudança estratégica de última hora nas bases que sustentam toda economia mundial, que promete trazer consigo um novo aculturamento sócio-econômico norteado pelo invariável propósito de sobrevivência.

Assim como no poker, onde o ato de persuadir e ludibriar o adversário faz parte de um "jogo de cartas narcadas", servindo de remendo ou de coringa para quebras e sabotagens, a especulação dos banqueiros e investidores apresenta relevante similitude. Ou seja, quando tudo dá certo, a regra geral é: blefar, apostar, comprar e ganhar. E como não poderia deixar de ser, o produto da soma dos ativos que circulam nesta globalizada mesa de apostas é um só: especulação viral.

Se a banca quebra, os banqueiros são nocauteados. Se a banca ganha, outro alguém sai ferido e assim por diante. Pensando nisso e no intuito de minimizar os impactos da crise e de prevenir novos sintomas, políticas anti-cíclicas já rondam outras mesas não menos arriscadas, as do alto escalão governamental.

Embora temerosos quando ao destino dos empreendimentos, pequenos empresários e autônomos, cujos negócios também dependem das regras da economia institucional, acabam impactados por outras plataformas comerciais. Como tais, podemos citar a inexorável lei da oferta e da procura, valorização cambial, balança comercial revigorada, o incremento no poder de compra do cidadão médio, a disponibilidade do crédito, livre concorrência, a elevação dos padrões tecnológicos de produção e, até então, a redução significativa da taxa de juros.

São Paulo - Capital Nacional do Varejo

A terra da garoa, como é conhecida a maior metrópole da América Latina, vem respingando exemplos oceânicos de consumo, como é o caso do varejo.

To be continued...

Palavras Chave:
desdobramentos, cenário político, macroeconomia, microeconomia, crise cambial, capital especulativo, ativos, liquidez e retração.



terça-feira, 2 de setembro de 2008

Kim Min

A liberdade é uma criança coreana equilibrando-se na Muralha da China.

Ela brinca, corre solta.

Solta pipas, prende a respiração.

Pede licença, passagem.

Tropeça, cai, levanta.

Ergue e forma levantes.

Mas assina termos comprometedores para disfarçar os traços orientais.

Impossível passar despercebida com tal hálito, triste hábito.

Pouco importa o veneno que carrega ou a ideologia que impõe, basta espremer o antídoto.

Liberdade: Kim Mindera tê-la.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

UMA ESPANHA DE MUITAS ESPANHAS:

A INTERMINÁVEL CHAMA INDEPENDENTISTA NO EXISTENCIAL DO POVO ESPANHOL



As imagens acima falam por si. Ou melhor, esbravejam.

A incandescência do reclame, que propaga muito mais que um simples posicionamento étnico, nada mais é que o fruto do eterno sentimento patriarcal desvelado a cada debate.

Dados estatísticos comprovam: 5 em cada 10 espanhóis ignoram aspectos fundamentais da cultura de seu país, porém são objetivos e precisos quanto as questões que tratam da complexidade etimológica das 17 comunidades autônomas espanholas.

Para quem desconhece o termo, uma comunidade autônoma é uma região dotada de organismos governamentais próprios, bem como estatutos e instituições representativas. Assim como cultura fortemente apoiada sob o tripé: idioma, raça e história.

Felizmente ou infelizmente, as autonomias foram a solução encontrada na chamada época pós-franquista para um problema secular do país: as intermináveis reivindicações democráticas por vistos nacionalistas e as relações bilaterais de poder entre estado e sociedade civil.

Mas afinal, de que pátria falamos? Que Espanha é essa que ensaia ares separatistas sem ao menos saber como, onde e o porquê daquilo tudo? Pior ainda, sem saber das consequências que este ânimo independentista e esta segmentação podem trazer ao país.

Pelo visto, já virou moda, uma espécie de estilo de vida passado de pai para filho.

Intrigado com tamanha polêmica, certa vez, perguntei a um jovem catalão, sobre o significado da palavra medo.

A primeira resposta veio através de um silencioso, atento e demorado olhar. Em seguida, complementou: "Meu maior medo é ter a sensação de caminhar pelas ruas da minha cidade e perceber que poucos são como eu, catalães de sangue. Isso me causa profunda insegurança, isso me causa medo".

Xenofobia, racismo, medo, globalização ou todas as anteriores?

Pouca importa a ordem dos fatores ou a conseqüência dos fatos.
Enfim, a porta já foi aberta.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

AÑ? COMO ASSIM?

Imagine três diálogos paralelos.

Descreva-os em 50 linhas, desorganizando protagonistas, um meio de semana e um fato social.

Proponho uma dinâmica de falas entrecortadas por uma única proposta chave.

Imagine: mãe, pai e filho(a), não descartando a possibilidade da existência de cão ou gato no decorrer da história.

Como aspecto complementar, plasme uma noite de reveillon, uma casa em chamas, muitas risadas e um bilhete de loteria supostamente premiado.

Junte todos esses elementos, triture, agite bem e sirva em doses
camparianas.

QUARTA-FEIRA, 31 DE DEZEMBRO DE 2008.

O FUTURO É UM INTRUSO <> O PRESENTE JÁ É PASSADO

Protagonistas:

Lispector: 16 anos, menina tola e suas vivências orgasmicas.
Sclier: 60 anos, romancista e jogador inveterado que aposta na cultura.
Medeiros: 45 anos, mãe prototipada, colunista razoável.
Coronel: 10 anos, 42 dentes, 7 vidas e muitas histórias.

######################################

Clarice! Venha cá, minha filha.

Outra vez, mãe. O que é?

Nada, nada minha filha. Arruma o cabelo.

Marta, esqueçe os preparativos, agora são 2 da tarde.

Então faz essa barba, Moacir e larga o azar, porque hoje é dia de sorte.

Isso é besteira, a mãe já dizia que crendice não atrai sucesso.

ATENTA AO DIÁLOGO, CLARICE QUESTIONA:

Mãe, eu vou fazer sucesso?

OPTA-SE POR SILÊNCIO...

LUIS, O GATO PRETO DA FAMÍLIA, PULA NO COLO DE MOACIR, PAI DA JOVEM SONHADORA.

Viu, o Luis sabe muito bem que azar ou sorte são nossas únicas opções.

Deixa de filosofar, que tua filha tá com fome.

Mãe, não to com fome, quero respostas.

Ahn...então é sede. Sede por respostas.

E muita vontade de perguntar, né?

Minha amada, não sei se te respondo com um sim ou com um claro que sim.

O TOM HILÁRIO DA PROGENITORA PROVOCA RISADAS.

LUIS SALTA DO COLO DE MOACIR E CAMINHA EM DIREÇÃO A COZINHA.

A CAMPAINHA TOCA...

CLARICE ACELERA O PASSO E ATENDE A PORTA.

MARTA SE ATENCIPA E ADVERTE: Não abre sem perguntar, minha filha.

Quem é?

Oi, Clarice. Teu pai tá aí?

Quem é? Insiste a menina.

Quem é, Clarice? Diz Marta em tom quase imperativo.

Não sei mãe!

Pergunta quem é, filha. Insiste a progenitora.

Não tá respondendo.

A MENINA DESISTE E RETORNA A SALA DE JANTAR.




To be continued...

quarta-feira, 30 de julho de 2008

TEMOR A QUEIMA ROUPA

Temo, mas enfrento.
Cuspo, mas engulo.
Rasgo, mas costuro.

Meu único livro.

Por não dar conta das páginas roubadas,
convoco "un centenar de capullos sin traducción".
Vindos dela, a inspiracción.

São propósitos similares aos da colega Sandra Radin, 2° VIG.º.
Faleceu vitimada pelo câncer.
Sem desmerecer minhas últimas palavras.
Viloladas, guilhotinadas, usadas.
No escorrer das calçadas.

A cada lauda queimada, dois exageros.
A cada pranto, a despedida.
Toda ingenuidade a serviço da falsidade.
Pura maldade.

Bibliografia de um homem só.
Se for sanidade.
Não tenha dó.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Decodificação Banal do Pensamento

Quem pensa 99 vezes e nada descobre, nada pensa, pouco articula e filosofa. Quem pensa 99 vezes e nada descobre, está fadado há distanciar-se de um auge crítico filosófico, logo pouco compara e pouco edifica. Nesse caso, nota-se uma ausência não definitiva dos surtos de lucidez.

Pelo visto, a quantidade de ações reflexivas não está necessariamente ligada ao descobrimento da verdade sobre algo ou alguém. Entretanto, quando agimos de forma filosófica, desbravadora e vital, nos tornamos hábeis articuladores e passamos a enxergar sem borrões, mas com clarões as muitas verdades, as nossas intimidades, as verdades do mundo.

Com ou sem regras, busco o contraregras.

domingo, 13 de julho de 2008

CALEIDOSCÓPIO

O ar cheira a progresso e a radiotividade.
A natureza apresenta temperamento instável.
As músicas de protesto desafiam, desafinam.
Um ruflar irritante, o inflar de uma nação.
Monopólio dos costureiros parisienses e suas agulhadas envenenadas.
O chão de fábrica é praça pública, lavada por sangue.
Alvoroço, levante público, absurdo.
Tanta gente livre à procura de liberdade.
E o autodidata confuso? E os filósofos burocráticos?
E a liberdade que corria solta?
Um grande vazio.

Caro amigo troglodita, como as coisas mudaram.
Foquetes interplanetários, aviões a jato, computadores eletrônicos.
O vale do silício foi todo escavado, virou depressão.
Códigos jurídicos, arranha-céus, asfalto, roupas de tergal.
E o homem continua defendendo-se do HOMEM com a mão.
Meliantes, sonegadores, cinemaníacos, pleonasmicos.
Chovem no molhado, sob as vestes dos rivais.

Para noticiar tais avanços, entra em cena o escritor polimorfo e suas notícias anti-estéticas.
Para censurar, magnatas e suas atas, pulverização das verbas públicas.
Semáfaros apagados, subliteratura em três tempos.
Ready...
Set...
...I
...P
...S
...I
...S

...L
...I
...T
...T
...E
...R
...I
...S
Trabalhos justos e imperfeitos.
Fugitiva paciência franciscana.
Povo enclausurado, ludibriado, coitado.
Ambivalência, euforia e angústia na era espacial.
Viva o homem feito de papel.
E sua tesoura, aparando arestas.

Quantas mudanças, raquítico serviçal.
Fórmulas da paz, módulo capsular que rasga o nada.
E invade lentamente minha consciência.
Pesada como mil kilos de plumas.
Ao escrever, a libertação: dos ombros tiro a tonelada.
Da mente, a ira maltratada.
Estrelismo barato, autógrafos com sangue.

Pelo visto, tudo isso me assusta.
Não sei ao certo se sigo ou travo.
Tenho medo das consequências.
Justiçeiras que tanto me rondam.
Atuam sobre o tempo das coisas.
Em meio a tudo, algo é certo:
A imperfeição do homem é sempre relativa.
Multiopinativa dentro de jaulas mentais.
Nódulos para calar o ímpeto, óbulos para converter o ímpio, óvulos para a fertilizar a terra.
Mãe natureza, de uma filha tecnológica e pós-moderna.
Que ainda vou amar.

Olho por olho, dente por dente.

Não sou escravo, nem doente.

O caleidoscópio não mente.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

PRESENTEÍSMO: O CLIMA ORGANIZACIONAL COMO X DA QUESTÃO

Desconhecido, polêmico, uma adaptação moderna da depressão organizacional?

No mínimo, estas três alternativas servem para decodificar, em parte, este novo termo como ares de palavrão.

A expressão é reveladora, trazendo consigo todas as interrogativas e prerrogativas de uma ampla discussão, prestes a implodir novos debates.

Estas 59 linhas, sem falar nas entrelinhas, têm como finalidade, no tocante ao presenteísmo, aclarar as questões que tangem sua complexidade, esclarecendo os perigos deste “tumor organizacional”.

Bom, vamos interpretar as coisas. Ou melhor, os sentimentos.

Em síntese, presenteísmo nada mais é que estar presente no ambiente de trabalho, mas ausentar-se diante dos outros aspectos organizacionais que mantêm viva uma empresa, independente do porte ou estrutura.

É estar ali, lá ou acolá e, simplesmente, não ser notado. Pior que isso, ser alvo das críticas desferidas por outros integrantes da equipe.

Sem sombra de dúvida e com toda a clareza, um problema de difícil diagnóstico que, acaba por “contaminar” outras pessoas dentro da empresa. Além do mais, o colaborador atingido também pode sofrer de problemas de saúde, tais como: dores musculares, insônia, gastrenterites, entre outros.

Tratando em miúdos, rins, coração ou fígado, é muito mais que adoentar-se, no sentido literal da palavra. E nestes casos o atestado em questão é o da incompetência ou em curtas e “assassinas” palavras: você não traz nenhum resultado. Está sempre doente.

Vejamos, um presenteísta é aquela pessoa, homem ou mulher, presente no mercado de trabalho, mas distante de tudo e de todos, sem ritmo produtivo e teoricamente enfermo.

Da teoria, outra tese: o funcionário presenteísta, pela fragilidade que o assola, absorve boa parte dos maus momentos da empresa, sejam eles provenientes do micro ou do macro ambiente organizacional.

Seria decadência? Ou quem sabe, decorrência dos minguados investimentos na saúde dos colaboradores da empresa.

Afinal, onde está o “fracassado”? O recruta ZERO existe? E se existe, poderia ser o gestor da empresa, responsável pela manutenção do capital humano?

Devido ao alto custo do presenteísmo, algumas empresas de grande porte já acumulam investimentos no assunto, diagnosticando e tratando antecipadamente os presenteístas.

Uma das grandes ferramentas de apoio ao departamento de Recursos Humanos, servindo de base para a verificação prematura desta problemática, chama-se processo seletivo continuado.

De cunho institucional, trata-se de avaliações in loco que revelam indicativos preciosos para o acompanhamento dos colaboradores da empresas.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o presenteísmo já é tido como inimigo oculto da produtividade. Em contrapartida, em terras tupiniquins, a grande maioria das empresas sequer sabe o significado desta palavra.

Presente, mas doente. Ausente, mas custoso. Invisibilidade ou incompreensão? “Corpo mole”, desmotivado ou retrabalho? Enfim, o x da questão é alternativa múltipla. E o produto é muito mais que o tradicional stress at work.

Um aviso aos navegantes deste grande oceano de causas: os preocupados com produtividade, qualidade e forças competitivas, por favor, revisem seus quadros organizacionais e por que não, seus conceitos.

Tempestuoso ou não, o clima organizacional é o x da questão. Preparem os guarda-chuvas, precipitações anômalas podem ocorrer na sua empresa.

Para evitar “presentes gregos”, aqui vai uma dica: planejamento = antes.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

COMENTÁRIOS PUBLICITÁRIOS PARA OTÁRIOS - Por Julio Cortázar




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segunda-feira, 21 de abril de 2008

LEVIANO, DRAMATURGO E CHARLATÃO CONSIDERAÇÕES HIPOTÉTICAS DE UM OHERIC MODERNO

Medicina Experimental - Matriz para leigos

Problema: descobrir o motivo pelo qual.

Observação: fuga, insensatez, mediocridade.

Hipótese: hipotética, sem dúvida nenhuma, concreta, feita de pedra, fria.

Experiência: anos e anos clinicando, orando, chorando, procurando rimas idiotas.

Resultado: auto-crítica, flagelada, quente, ríspida.

Interpretação: em fase inicial, esta patalogia pode ser detectada através de rastreadores, revelando ausência do justificável. Trocando em miúdos, rins, coração ou fígado, trata-se de um típico quadro de má administração das refeições intravenosas, ou das faculdades da vida. Para leigos, objeto jocoso lançado em direção das muralhas paradigmáticas que bloqueiam a sudorese ocular.

Diagnóstico: síndrome da infantilidade de Claude Bernard, associada a interrupção drástica dos estímulos que regem o caráter humano, gerando alegorias cancerígenas.

Tratamento: doses homeopáticas de AMOR por longos períodos, adquirindo dependência para com a química.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

PAN...PAZ...PAN...PAZ...PAN...PAZ...

A 1° peça a gente nunca esqueçe.

Tomara
que
o
destino,
este
fajuto,
me
pregue
essa
peça:
figurar
no
quadro
dos
"100 melhores".

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Crime Lesa Pátria *** Crime Lena Pátria: Auto Punição sem Munição

A pátria amada feriu.

Mais que mãe gentil, mulher de saltos, sobressaltos.

Tem na láuria acadêmica, sua triste condena.

Autor, co-autor, mutualidade, flagelos tão sinceros de nós dois.

Auto punitivos, ingratos.

Mas se há amor, que sigam os fatos.

Idiomáticos, catedráticos, fascinantes.

Calamos
Calúnia
Luxúria
Penúria

Não há culpados
Não há certeza
Do teu reinado
A realeza

Enfim, restam os cacos.

Milhares, esparramados como alvo abatido.

Triste, ferido.

Com projétil choroso, anunciando desfecho.

Charmoso, por vezes deselegante.

Interminável como meus beijos, esparso como meu respirar.

E se vai a alma
E se vão os planos
E se vai a paz
E se vão os anos

E se vem amor
E se vai calor
E sem tem libido
E se vai castigo

E se vai a terra
E se vai com ela
E se for Natal
E ser for igual

E se vai Rio Grande
E se vem Bahia
E se vai condena
E se sai da linha

Do prumo
Das dores
Que carregam
Sabores

Insípida
Soborosa
Quando me vê
Toda prosa

Te quero curando-me
Minhas aleijaduras barrocas
Minhas desculpas roucas
Minhas vontades loucas

E se vou ao norte,
macho.
E se vai milico,
marcho.
E se for Bahia,
clamo.
E se vai terrinha,
amo.

E se for boa terra
E se for sincera
E se for amor
E se tiver sabor

Peça a Deus com ardor.

Voluntária da Pátria.
Travessia impura, pecaminosa.

Azeite, azar, aceite, amar.

Amor dendê, que rompe irís, cega homem, mata ibís.

Pernalta, pescoçudo.
Dizia que amava, absurdo.

Bico fechado
Coração aberto

Um negócio mal feito
jogo certo

Objecto de venereção religiosa.

Voa
Vai
Vive
Cai

Sofre
Canta
Reza
Vai

Faz
Ama
Lena
Trai

Tuas próprias dúvidas, teus muitos sabores.

Cria
Recria
Desfaz
Refaz

Constrói
Destrói
Um par
Um lar

Uma chance
Uma vida
Um lance
Uma Nina

Um amor
Uma paixão
Uma certeza
Uma razão

Não é Bahia de todos os santos.
Mas tem santa Lethea.

Por isso, só por isso, meu coração sofre.

Baiana é aquela que entra no samba de qualquer maneira.
Mexe, remexe, dá nó nas cadeiras.

E na minha cabeça.

Sem articular
Sem articulações
Sem vida
Sem verões

Ou cem verões
Ou mil invernos
O triste feito
Dos homens cegos

Resposta ao alegretense Mario de Miranda Quintana:
sinfonia da medicina laboral nos plantões da minha vida.

domingo, 6 de abril de 2008

S I N A

BASTA!

CLIENTE TAMBÉM É GENTE!

FAÇA COMO A GENTE:
TENTE, INVENTE, GRITE DIFERENTE.

NÃO FUNCIONANDO, PROCURE A SINA:
Sociedade
Inconformada
Neurótica
Anônima

FAÇA A DIFERENÇA!


No Brasil, infelizmente, já são mais de um milhão de clientes inconformados que sofrem com os efeitos do linguajar repetitivo, das táticas psicológicas, das mentiras e dos incansáveis pedidos de calma por parte dos tele operadores.

Basta! Isso tem que acabar.

Os sintomas são múltiplos, mas o tratamento, apenas um: nosso ouvido amigo. E a cura: sua denúncia, pois para quem trata a tempo, sempre há uma saída.

Assim como os tele operadores, você não terá cara, nem coração, permanecendo anônimo durante todo o processo investigativo.

DENUNCIE!

Faça parte dessa SINA. Ajude-nos! Pois a nossa maior sina é lutar por você.

Denúncias: (051) 123,45,1000 queremos que o S.A.C vá pra ponte que partiu ou pelo site - www.sina-rs.org.br

TÍTULOS | TITULAÇÕES E TITULARIDADES DE UMA TITOLOGIA SURREAL

1)- Decadência natural de um órgão humano quando inserido num contexto surreal

2)- Cabeça esperando pelo seu julgamento

3)- Um aprisionado, um louco e um túmulo

4)- O normal e o imaginário na criação de um tênis

5)- Demonstração de uma calça engomada por uma árvore

6)- O enigma da jovem camponesa, seu adorno floral e um erro fatal

7)- Estudo aleatório do surrealismo

8)- Depressão surreal

9)- 5 minutos para a morte

10)- Três mulheres ordenando uma execução

11)- Prenúncio do caos global

12)- Três catástrofes interligadas e magnetizadas

13)- Circulação vaso maquinária de um ser

14)- Atrocidades do maquinário, beldades do orquidário.
Todas armazenadas em refratários, legendários recipiandários.

15)- Odisséia de um homem em negrito, enegrecido pela fuligem das mazelas sociais

16)- Encarnação viril do pontilhismo

17)- Refeição intravenosa numa manhã de sábado com conseqüências cutâneas

18)- Capoeira perversa e o enigma do vodu

19)- Disparos mortíferos sem a intenção de ferir

20)- Garimpagem intrauterina & escavações vaginais

21)- O meu amar é GiGANTESCO, teu prazer, é GROTESCO

22)- Disseminando a paixão ALVI RUBRA nos arredores da Azenha

23)- Devaneios publicitários em frações de segundos

24)- Mediocridades gastronômicas X Grandes Chefes de cozinha

25)- A alma da propaganda são os NEGÓCIO$?

26)- O mídia e as suas tragédias

27)- A aparente insignificância do meu sucesso

28)- Três contos acefalobráquicos

29)- QUANDO O CALOR MATA

30)- GIGANTES malfeitores X anões benfeitores = Intervenção DIVINA

31)- As múltiplas voltagens do prazer

32) Informar é sobrevivência, mas manipulação de pensamento já é escravidão.

33) Marmotas adoram bolotas, contam lorotas, verdadeiras chacotas.

34) Mil Folhas Redigidas: Doces Amargos da Minha Vida

35) Terapias de reverssão: a infância como foco principal das análises retroativas.

sábado, 29 de março de 2008

Parodiando | Poética de Manuel Bandeira

O Anti-romântico

Estou farto do romantismo cego.
Da cantada banal, bem comportada.

Da jura que se faz presente, no assinar do expediente,
que abala o coração da gente e nunca tarda em chegar.

Estou farto do romântico plagista, senhor ilusionista, verdadeiro piadista, a cada beijo roubado.

Abaixo aos românticos.

Todas as palavras, sobretudo as que iludem.
Todas as construções, sobretudo as de açúcar.
Todos os tipos, sobretudo os fajutos.

Estou farto do falso namorador.

Melindroso charmoso.
Mentiroso odioso.
Gala, titã.

De todo o romântico que intitula a ele mesmo.

Do resto, não há saudade. Será contabilidade listada em cartas perfumadas, de amante exemplar.Com todos os tipos de rotas e fugas e as diferentes formas de ludibriar e enganar.

Quero antes o romantismo dos mortos.
A rudeza dos porcos.
O manifesto dos contrários,
que vivem dos hilários,
contos dos vigários.

Não quero mais saber do romantismo que não seja pela contramão.

Óleo, sal e limão.
A melhor combinação,
no meu coração.

Parodiando | Poética de Manuel Bandeira

Promessas descumpridas

Estou farto do mentiroso cego.
Da mentira sutil, bem comportada.
Da calúnia que se faz presente, no assinar do expediente, que nunca tarda em chegar.

Estou farto do vocábulo calunioso, andarilho que se diz vitorioso, a cada voto vencido.

Abaixo aos mentirosos.

Todas as palavras, sobretudo as mentiras.
Todas as construções, sobretudo as maquiavélicas.
Todos os tipos, sobretudo os inclassificáveis.

Estou farto do falso namorador.
Político crítico.
Corrupto de luto.
Mentiroso fajuto.
De todo o pseudo que intitula a ele mesmo.

Do resto, não há verdade.
Será contabilidade listada em tabelas de dividendos, de amante exemplar. Com cem modelos de cartas e as diferentes formas de mentir e agradar.

Quero antes a mentira dos loucos.
A trova dos bêbados.
O discurso difícil e veemente dos que amam.
O enganar dos palhaços dessa nação.

Não quero mais saber da mentira que não seja solidão.

TIORIA DO CAOS

Em outubro de 2003, após degustar, veja bem, degustar uma cubata de caipirinha, em poucos segundos, proferi o seguinte:

Segundo a "tioria" funcionalista, as disfunções, quando providas de organismos essenciais e coerentes entre si, podem até, se não eliminadas pelo sistema funcionalista, e, através de possíveis enlaces conjunturais, gerar novos subsistemas capazes de nutrir eixos ideais.

Tio, ria do caos.

O Gigantismo e o Nanismo do Ato Suicida Justificando Contra Culturas

Análise Crítica - Paradise Now

Ao assistir o filme Paradise Now, percebi que o tema principal, o suicídio altruísta, foi tratado com clareza e transparência única. O detalhismo social é intenso, forçando o receptor à crítica pontual e permanente. O que é certo: Lutar contra a repressão ditatorial através das armas, promovendo atentados e conspirações? Ou buscar na paz e no debate franco, mecanismos de ajuste das disparidades sócio culturais.

De um lado, uma parcela social que defende a ação terrorista de banir a vida como forma de vingança. Sendo assim, o revide, quando vem, independentemente de quem venha e quando venha, vem mal, gera destruição, pânico e um desgaste social automático.

Do outro, os contrários que buscam soluções urgentes para um cessar fogo. Sem dúvida, um contexto bastante adverso, tanto é que os próprios protagonistas, elementos chave do foco persuasivo transmitem uma idéia fortificada do comprometimento para com o ato de suicidar-se em prol de um ideal de libertação. Ao mesmo tempo, e ao longo do filme, aspectos de resignação e questionamento, traduzem certo clímax antagônico. Seguindo uma linha apurada, o próprio desfecho é cercado de dúvidas e ansiedades.

Já, na fronte do questionamento, uma pergunta se multiplica entre todos nós: quantos atentados a bomba seriam necessários para contornar ou dar fim à disputa ideológica? Absolutamente nenhum! Justamente, porque a história provou que o acúmulo de embates nada ou muito pouco produziu, ao contrário, serviu para causar mais discórdia entre regiões fronteiriças onde o diálogo é áspero e escasso.

Com base nos aspectos mencionados, concluo que o ato suicida, assim como as suas causas, efeitos e polêmicas, dificilmente deixarão de existir. E mais, a tendência é que haja um significativo aumento dos casos. Enfim, reafirmo tal polêmica com a célebre frase do Filósofo Albert Camus: "O suicídio é a grande questão filosófica de nosso tempo, decidir se a vida merece ou não ser vivida é responder a uma pergunta fundamental da filosofia".

+qd+













Às Segundas, és perambulante, preocupada e confusa.

Às Terças, és criativa e, ainda, corrente como num lastro surpreendente.

Às Quartas, torna-te mais mansa, mas não descansa em correr.

Às Quintas, surge um ar de preguiça, que se espreguiça no tradicional café.

Já, às Sextas, a noite ganha o encanto do luar.

Chegou o Sábado!

Corra e faça zorra.

Grite, agite, ame e declame.

Dance, cante, chore e tome porre.

Mas sorria, pois a vida é alegria.

Aos Domingos, aproveite!

Beba vinho ou coma macarrão, e, depois, vá passear no Brick da Redenção.

O entardecer se vai e a noite cai.

Foi-se mais uma semana nas nossas vidas.

Guardemos energias, pois Porto Alegre não pode parar.


Homenagem a Porto Alegre em comemoração aos seus 236 anos de história.